“Nós conseguimos sair, mas havia sangue por toda parte" – palavras de uma testemunha do ataque em Paris

Segundo a BBC, Ben Grant e sua mulher estavam num bar quando um dos atentados a tiros aconteceu. Segundo ele, seis ou sete corpos já estavam caídos, atingidos por tiros disparados de carros. “Havia várias pessoas mortas. Foi aterrorizante. Estava nos fundos do bar e não pude ver nada. Ouvi tiros, pessoas se jogaram no chão. Pusemos uma mesa sobre nossas cabeças para nos protegermos. Ficamos presos no bar porque havia uma pilha de corpos no nosso caminho”

O ataque mais violento aconteceu na Casa de Concertos Bataclan - “Vários homens armados entraram no concerto.

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Dois ou três, que não usavam máscaras, entraram com o que pareciam ser Kalashinikovs AK-47 e atiravam a esmo no público. Durou entre 10 e 15 minutos, foi extremamente violento e o pânico se instalou. Os atiradores, todos muito jovens, recarregaram pelo menos 3 vezes.” – testemunhou Julien Pierce, jornalista que estava no Bataclan Concert Hall.

Outro ataque aconteceu no Petit Cambodge, Pierre Montfort contou à AFP : “Ouvimos pelo menos 30 segundos de tiros ininterruptos, foi interminável, pensamos que eram fogos de artifício. Um jovem carregava uma mulher em seus braços, aparentemente morta”.

Um ataque suicida próximo ao Stade de France matou pelo menos três pessoas e deixou várias outras feridas.

Segundo a CNN pelo menos 149 pessoas morreram nos múltiplos ataques dessa noite em Paris e Saint-Denis.

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Foram explosões de bombas e tiros. Segundo o Ministério do Interior Francês, 112 pessoas morreram só no ataque ao Bataclan.

Dois atacantes que invadiram a Casa de Shows foram mortos por equipes da SWAT que cercaram o local e debelaram a invasão. O Presidente François Hollande disse que “terroristas capazes de tais atrocidades devem se preparar para enfrentar uma França que está unida e determinada”.

Os ataques ocorreram no Bataclan, onde reféns foram mortos, nos restaurantes Le Carillon, Le Petit Cambodge e La Belle Equipe. Houve tiroteios e ataques suicidas próximos ao Stade de France onde acontecia um jogo entre França e Alemanha.

Por enquanto nenhum grupo extremista se declarou autor dos ataques, mas o Estado Islamico havia feito ameaças fortes, através de seu porta voz Abu Mohammad al-Adnan – “Nós, com a ajuda de Allah,  queremos primeiro Paris, Roma e a Peninsula Ibérica. Depois explodiremos a Casa Branca, o Big Ben...”.

  #Terrorismo #Estado Islâmico #Violência