A indústria pornográfica apresenta, sem sombra de dúvida, números impressionantes na web. Estatísticas apontam que cerca de 12% de todo o conteúdo de sites da #Internet envolvam material adulto. Calcula-se que, a cada segundo, mais de 3 milhões de dólares estejam sendo gastos com pornografia, mais de 28.000 pessoas estejam visualizando algum site adulto, e mais de 370 usuários estejam digitando termos relacionados ao assunto em motores de busca.

A maior quantidade de produção desse material acontece em Chatsworth, San Fernando Valley, Califórnia, nos Estados Unidos, respondendo por aproximadamente 85% de todo o conteúdo adulto criado no mundo inteiro.

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O Brasil está em segundo lugar neste ranking.

A indústria pornográfica costuma tentar passar uma imagem de glamour, onde os participantes de filmes ganham bastante dinheiro, são felizes e “vão muito bem, obrigado”. Mas a verdade é que essas pessoas passam frequentemente por situações sérias envolvendo problemas de saúde, tanto físicos quanto psíquicos.

O caso de Shelley Lubben

Uma das pessoas que mais se empenha atualmente em expor esse lado sombrio da indústria pornográfica americana é justamente uma ex-atriz pornô. Shelley Lubben, atualmente com 47 anos, casada e mãe de 3 filhas, fez sucesso na indústria na década de 1990, usando o nome de Roxy, estrelando mais de 30 filmes e ganhando prêmios. Abandonou a pornografia em 1994, quando contraiu herpes genital, uma doença que não tem cura, além de HPV (o vírus do papiloma humano), o que a levou ao câncer cervical e consequente remoção de metade de seu colo do útero.

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Em 2007, Shelley fundou uma associação humanitária juntamente com seu marido, chamada Pink Cross Foundation, que ajuda pessoas com traumas relacionados à pornografia. Desde então vem expondo dados, números e situações alarmantes, que não são divulgados pela indústria pornográfica. Shelley também publicou um livro, entitulado Truth Behind the Fantasy of Porn: the Greatest Illusion on Earth (A Verdade Por Trás da Fantasia do Pornô: a Maior Ilusão da Terra).

Problemas de saúde e morte precoce

Em seu site, Shelley revela que, somente entre o período de 2003 e 2014, cerca de 230 atores e atrizes morreram em consequência de AIDS, drogas, suicídio devido à depressão, mortes prematuras e homicídios, do total de aproximadamente 1500 que trabalham em San Fernando Valley, Califórnia. Levando-se em conta o número total de atores e atrizes conhecidos que já faleceram, a média de vida de uma pessoa que faz filmes pornográficos é de apenas 36,2 anos, algo realmente perturbador.

As chances de se contrair alguma doença é 12 vezes maior entre atores e atrizes do que entre a população comum.

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Entre 66% e 99% das estrelas de filmes adultos possuem herpes, e, até agora, mais de 50 suicídios aconteceram desde o ano 2000.

Shelley ainda vai além. Em uma palestra para o público da igreja a qual frequenta atualmente, declarou certa vez: “Tenho centenas de horas de filmagens que eles (os produtores de pornografia) não vão mostrar a vocês...de garotas sendo estupradas no set (de filmagem), gritando, chorando e implorando para que eles parassem”. De fato, Shelley postou um vídeo no YouTube sobre isso, e continua lutando incansavelmente, para que a situação mude definitivamente e esses abusos terminem.

#EUA