O dia 13 de novembro desse ano viu um ato de #Terrorismo e covardia chocante em Paris, 130 pessoas morreram em explosões e tiroteios. Agora, novamente, o mundo vê uma mobilização internacional na guerra contra o terrorismo, dessa vez o inimigo é o tão temido Estado Islâmico (EI), uma organização terrorista do oriente médio, cujo objetivo é conquistar territórios através do terror de diversas outras áreas.

Nesta segunda-feira (23), David Cameron, primeiro-ministro britânico, anunciou seu desejo de integrar a luta contra o EI. Para esse fim ele declara que apresentará um plano de ações contra o grupo terrorista que espera receber aprovação.

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A Inglaterra não é o primeiro país a mostrar seu apoio à essa luta, a Espanha foi outro país com atitude semelhante.

A mídia espanhola anunciou, através de diversos meios de comunicação, que existia a possibilidade das forças armadas do país auxiliarem as forças francesas no Sahel e na República Centro-Africana. Dessa maneira, o exército da França poderia concentrar-se mais em combater o EI. No entanto nada foi confirmado.

Até antigos rivais começaram a reaproximar-se: no dia 22 de novembro o presidente dos #EUABarack Obama, comentou num pronunciamento que esperava ajuda da Rússia nessa guerra contra o #Estado Islâmico. Os EUA, que já combatiam o grupo no oriente médio há algum tempo, pretendem intensificar ainda mais os ataques. O novo plano é atingir alvos que sejam importante para a organização terrorista, de maneira a causar o maior número de estragos.

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Foram lançados mais de 20 ataques aéreos no Iraque e 22 ataques na Síria na última sexta-feira pelos EUA e seus aliados. Nestes ataques as unidades táticas, edifícios do grupo e até um ponto de captação de petróleo foram alvos, o último de grande importância já que o petróleo é uma das principais formas que o Estado Islâmico possui de adquirir capital. Estima-se que só no ano passado o grupo tenha conseguido algo em torno de R$ 380 milhões com a venda de petróleo e seus derivados.

Essa não é a primeira vez em que o mundo se reúne sob a bandeira de guerra contra o terrorismo. No dia 11 de setembro de 2001, um atentado no centro de Nova Iorque derrubou as Torres Gêmeas nos EUA e chocou o mundo, em especial os americanos que consideram o acontecimento o mais traumático do último século. Na época, o presidente George W. Bush reuniu os aliados numa guerra intensificada contra o terrorismo especialmente no Iraque, ignorando qualquer crítica dessa resposta violenta que só fragilizou o país do oriente médio. Sob o pretexto de encontrar armas químicas, os ataques jamais conseguiram este objetivo.

Na época, a ameaça era a Al Qaeda, atualmente é o Estado Islâmico. Os atentados na França, apesar da violência, são tudo o que o grupo terrorista quer: publicidade e conhecimento. O mundo inteiro agora conhece e teme o EI, diversos países europeus entraram em estado de alerta e a caçada contra possíveis terroristas acontece em diversas nações da Europa.