A França trocava passes em sua intermediária quando a primeira bomba estourou, por volta das 21h20 no horário local. Desavisados, os torcedores presentes no Stade de France, que recebia a partida amistosa entre França e Alemanha, chegaram a comemorar o barulho, como se fosse um simples prenúncio de que aquela seria uma bela noite parisiense, com futebol de qualidade e alegria pelas ruas da Cidade Luz.

As duas bombas estouradas na sequência nos arredores do estádio serviram para alertar a todos que algo estranho estava acontecendo. François Hollande, presidente francês, foi retirado de sua tribuna no Stade de France ainda no intervalo e deixou o campo já com a certeza de que o seu país era, outra vez, alvo da fúria dos terroristas.

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No entorno do portão J do palco da final da Copa de 1998, única conquista mundial francesa, homens-bomba enviados pelo autoproclamado #Estado Islâmico acionaram os seus explosivos matando quatro pessoas e deixando mais de 50 feridos, segundo autoridades locais. Mais tarde, informações deram conta de que um dos terroristas tinha ingresso para acessar o interior do estádio, o que, certamente, causaria um estrago ainda maior.

Por volta das 22h, a série de ataques orquestrada pelo grupo jihadista teve continuidade no Bar La Belle Equipe, onde atiradores entraram no local descarregando suas armas e manchando com o sangue da intolerância as paredes do estabelecimento. Localizado na rua Charonne, no 11° distrito, o Bar presenciou a morte de 19 pessoas, todas executadas pelos combatentes islâmicos.

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A essa altura, desesperado, Hollande se reunia com o seu alto escalação de governo no Ministério dos Interiores. Às pressas, emitiu as primeiras ordens de reação ao terror: fronteiras fechadas, praças evacuadas, avenidas isoladas e estado de emergência. Hollande clamava à população que não deixassem suas casas. A França, naquele momento, padecia nas mãos do terror.

O auge do massacre aconteceria instantes depois. A banda Eagle of Death Metal, dos EUA, fazia normalmente a sua apresentação na casa de shows Bataclan, situada no coração de Paris há mais de 120 anos, quando terroristas fortemente armados invadiram o local fazendo mais de 100 pessoas reféns, das quais cerca de 80 foram brutalmente metralhadas. Uma operação policial foi colocada em curso e o local foi invadido pela polícia. O chocante vídeo abaixo demonstra o desespero das pessoas ao tentarem fugir do local.

Ainda não se sabe se os três terroristas foram abatidos pelas autoridades ou se suicidaram após protagonizarem o massacre.

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Hollande, incrédulo, foi até o Bataclan e viu de perto a gravidade da situação. Meses depois do jornal francês Charlie Hebdo ser invadido e metralhado, a França novamente era alvo dos mais altos níveis de #Terrorismo.

Perto da Praça da República, cinco pessoas também foram mortas enquanto jantavam na pizzaria La Casa Nostra. Um outro #Ataque fez mais uma vítima no Boulevard Voltaire, do lado oposto da praça. No total, o saldo do terror, até o fechamento desta edição, registrava 129 mortes e 350 feridos.

Ainda na noite de sexta-feira, o Estado Islâmico soltou um comunicado reivindicado a autoria dos ataques e garantindo que este “é apenas o começo”. Os jihadistas condenavam a atuação francesa nos últimos episódios na Síria, onde, segundo o EI, a força aérea do país vinha realizando consecutivos ataques e matando “jovens e idosos”.

Em resposta, François Hollande disse que a luta contra o terrorismo seguiria “implacável”. No centro da guerra, surge em prantos uma população mundial atônita, desesperada e incrédula com os massacrantes episódios de Paris, que obrigam a uma reflexão profunda sobre por onde caminha a humanidade.