Mais uma vez Paris viveu momentos de terror. A caça aos terroristas responsáveis pelos atentados da última sexta-feira (13) na capital francesa levou a polícia a dois apartamentos localizados no bairro Saint Denis, norte de Paris, na madrugada desta quarta-feira (18). A polícia foi recebida com tiros e uma mulher bomba se explodiu, ferindo pelo menos cinco policiais. Além desta mulher, outro terrorista foi morto.

Entre os sete detidos acredita-se estar um dos "cabeças" dos atentados de Paris, identificado como o belga militante islâmico Abdelhamid Abaaoud, porém esta informação ainda não foi confirmada oficialmente. Outros três presos seriam terroristas.

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Foi detido também o dono dos apartamentos e seu amigo, que teria intermediado o aluguel a este grupo. O homem afirma que não sabia se tratar de terroristas.

Outro procurado é um francês, Salah Abdeslam, que está foragido e também é suspeito de estar ligado aos atentados da semana passada.

Ameaça a La Defense

Segundo as investigações, os terroristas estavam planejando um novo ataque, desta vez no coração financeiro parisiense, o bairro La Defense. Correndo contra o tempo, a ação policial chegou a este endereço através de um telefone celular, que teria sido usado pelos terroristas, além de vigilância e testemunhos.

A França em guerra

O presidente François Hollande elogiou a operação realizada pela polícia, dizendo sentir orgulho pela capacidade de proteger seus cidadãos. Apelando para que a comunidade europeia se una no combate ao terrorismo, afirmou, mais uma vez, que a França está em guerra contra o #Estado Islâmico e pediu ajuda internacional.

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"O país inteiro foi atacado, nossos direitos universais", concluiu.

Para defender a população, o governo francês disponibilizou 115 mil soldados, policiais e agentes do serviço secreto. Porém, uma dúvida persiste: onde, quem? Muitas investigações são urgentes e imprescindíveis para que os terroristas, misturados aos cidadãos comuns, sejam encontrados.

Com escolas, atrações turísticas fechadas, os parisienses e visitantes vivem momentos de tensão neste dia de sol em Paris.

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