Os ataques orquestrados pelo autoproclamado #Estado Islâmico no coração de Paris na sexta-feira (13) ligou o alerta na população mundial, temerosa com relação aos próximos passos do grupo jihadista. Enquanto a França se une aos EUA e à Russia nos ataques às bases dos terroristas na Síria, as lideranças do EI já divulgaram novos vídeos ameaçando novos atentados em localidades como Washington, nos Estados Unidos, por exemplo.

Historicamente neutro com relação aos conflitos no Oriente Médio e ao avanço do fanatismo religioso, o Brasil, quando muito, limita-se a expressar suas condolências aos países atingidos por meio de nota oficial ou com alguma breve fala do seu principal chefe de estado.

Publicidade
Publicidade

Dilma Rousseff, aliás, em discurso na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas do ano passado, defendeu o uso do “diálogo” com os terroristas, o que gerou polêmica e discussão no Brasil.

Com ações cada vez mais meticulosas, articuladas e desmembradas, valendo-se de estratégias praticamente imperceptíveis, o Estado Islâmico demonstra que pode espalhar o terror por qualquer lugar do mundo. Em agosto de 2016, o Brasil receberá as Olimpíadas, no Rio de Janeiro, tradicional evento esportivo que reúne dezenas de autoridades e personalidades de diferentes países. Para Ricardo Oliveira dos Santos, Professor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, a segurança brasileira precisará estar em estado de alerta.

“Via de regra, a possibilidade de atentados se dá em momentos que suas ações podem receber uma grande visibilidade.

Publicidade

Como os Jogos Olímpicos representam esta oportunidade, é possível que alguma ação possa eventualmente acontecer. É uma possibilidade que se apresenta. É necessário acompanhar com atenção o desdobramento das ações dos Estados nacionais depois dos atentados em Paris”, destacou Santos, em entrevista exclusiva à Blasting News Brasil.

América vira alvo

Depois de demonstrar na Europa toda a sua capacidade de destruição e barbárie, o Estado Islâmico promete chegar ao “coração” da América, Washington, a capital dos Estados Unidos. Em vídeo divulgado dias depois do massacre de Paris, terroristas garantiam que esse era o novo objetivo do grupo islâmico.

Com experiência acadêmica e profissional na área de Relações Internacionais atuando em diversas instituições como o Consulado Geral Britânico, o Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil e o Escritório Regional do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos na América Latina, Ricardo Oliveira dos Santos vê profunda necessidade de que os estados sul-americanos reforcem os seus sistemas de inteligência.

Publicidade

“Como estamos diante de uma tática de conflito que não define claramente o seu campo de atuação, o risco e a incerteza impera em qualquer região do sistema internacional. Desta forma, é fundamental reforçar os serviços de inteligência dos estados sul-americanos, como vem sendo feito desde o início da década de 1990 entre os Estados Unidos, Argentina, Brasil e Paraguai na região da tríplice fronteira, por exemplo”, salienta o acadêmico.

Em uma era em que o fanatismo religioso misturado com os níveis mais altos de #Terrorismo mostra que não tem limites, todas as nações que ainda prezem pela humanidade devem se precaver e se unir em prol do bem mais precioso dos seres humanos: a paz. #Ataque