Depois dos ataques ocorridos em Paris na última sexta-feira (13), o presidente da França François Hollande declarou que o país está em guerra.

Na madrugada desta terça-feira (17), a França bombardeou a cidade de Jaqqa, no norte da Síria, dominada pelos jihadistas do #Estado Islâmico. Os ataques destruíram um centro de treinamento e um centro de comando dos terroristas. Foi o segundo ataque aéreo a Jaqqa nas últimas 24 horas.

Durante a manhã, foi a vez da Rússia bombardear a mesma cidade. Diante da ameaça do Estado Islâmico para todo o ocidente, o presidente russo Vladimir Putin decidiu se unir aos Estados Unidos e à França no combate ao terrorismo.

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EUA, Rússia e França: aliados             

Os atos realizados por terroristas nos últimos anos provocou o improvável: Estados Unidos e Rússia passam a ser aliados. Depois da chamada Guerra Fria (de 1945 a 1991), período no qual os EUA e a ex União Soviética foram adversários, jamais se poderia imaginar que o inimigo do século 21 viria do Oriente Médio.

Os atentados da Al Qaeda em 11 de setembro de 2001 nos EUA, o ataque ao jornal Charlie Hebdo em janeiro deste ano, a explosão de uma bomba no avião russo que caiu no Egito em 31 de outubro matando 224 pessoas e os mais recentes atos reivindicados por terroristas do EI em Paris, mobilizaram os governos destes países para ações efetivas que tem como objetivo acabar com o grupo terrorista.

O secretário de estado americano John Kerry chamou os militantes do EI de "monstros psicopatas" e declarou que a França é o aliado mais antigo dos EUA.

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Refugiados e terroristas: impasse

No momento em que os países europeus passaram a receber refugiados, surge a dúvida: estariam os terroristas infiltrados entre aqueles que estão legalmente se estabelecendo nos países da #Europa? Como virar as costas para famílias que fogem da guerra brutal na Síria e como continuar correndo o risco de abrir as portas para militantes do Estado Islâmico?

Insistindo em usar a religião como desculpa para o terror, o EI divulgou nesta segunda-feira (16), um vídeo com novas ameaças. Identificado como Al Ghareeb, O Argelino, o militante declara que novos ataques ocorrerão nos países que participam dos bombardeios à Síria. Uma boa estratégia para evitar que EUA, França e Rússia consigam novos aliados.