Para a crença popular e os mais supersticiosos, o dia 13 de agosto é uma data de mau agouro. Conforme constatado por uma organização norte-americana de pesquisa ambiental, a Global Footprint Network – GFN, foi precisamente nessa data que a #Sustentabilidade do planeta chegou ao seu limite máximo - a capacidade que a Terra tem de, naturalmente, produzir e repor os recursos disponibilizados para o período de um ano completo. Isto é, durante o ano de 2015, esgotou-se o que é oferecido naturalmente, quatro meses antes de 31 de dezembro.

Uma comparação fácil de entender é como se o conjunto de nós, terráqueos, precisasse daqui até o fim do ano, pedir empréstimos ou entrar no cheque especial para manter nosso padrão de vida.

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De acordo com a mesma organização citada acima, o déficit entre a capacidade de o planeta se regenerar e o consumo registrado pela humanidade acumula-se há mais de 30 anos. E o que  isso acarreta? Um saldo ecológico negativo, incentivado pelo aumento demográfico e pelo consumismo desenfreado. Daí, a luz de alarme que se acendeu.

Conclui-se que quanto mais se consome, mais esse déficit ecológico aumenta e o saldo final é visto e sentido no nosso cotidiano: desequilíbrio ambiental, esgotamento e assoreamento dos solos para uso agrícola, falta d´água, poluição de todos os tipos, lançamento cada vez maior de gases tóxicos na atmosfera. Tudo contribuindo para as mudanças climáticas. Mudanças drásticas.

Porém, ao ler esse artigo, não é necessário providenciar a construção de abrigos subterrâneos, enfiar a cabeça na terra feito avestruz, divulgar aos quatro ventos de que a “coisa tá feia”, ter surtos de pânico ou que a hecatombe começou numa data de azar.

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É uma boa maneira de perceber que não vamos bem nessa parte; ao mesmo tempo, é uma ilustração ou uma estatística, mesmo que no âmbito teórico, de que a exaustão do planeta está cada vez mais evidente. Não significa de modo nenhum que a Terra parou de produzir para nos sustentar. Significa que a aceleração imposta pelo contexto atual e pelos hábitos praticados (intensivos em demasia) fez uma mudança no funcionamento e na conjuntura do planeta, enquanto provedora e mantenedora.

 CADA UM TEM SUA RESPONSABILIDADE: ASSIM, A LUZ DE EMERGÊNCIA PODE MUDAR

Inegável que essa realidade já nos afeta, seja direta ou indiretamente e uma vez que o panorama do futuro não é dos mais favoráveis,  cabe a nós, humanos, adotar um comportamento que se não conseguir a reversão, pode aliviar um pouco o fardo. Pratique a reciclagem, use racionalmente a água, os combustíveis  e a energia, consuma menos e de forma racional, seja mais cooperador e solidário e procure exercer e propagar atitudes sustentáveis. Vital para o equilíbrio ambiental, para a saúde da Terra e para o bem-estar da humanidade.

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 CONFERÊNCIA CLIMÁTICA DE PARIS

A partir do final do mês de novembro, acontecerá a Conferência sobre o Clima em Paris, França, que debaterá os rumos, propostas, cenários e situação atual das emissões de gases, do efeito estufa e de preservação do meio ambiente, entre outros assuntos. Com a presença de autoridades, corporações, defensores da causa ambiental e especialistas de diversas áreas, o evento é considerado como decisivo em formular, estabelecer consenso sobre como podemos mudar ou apagar a luz de emergência que se acendeu.

Uma boa oportunidade para checar se o que está valendo são as regras do mercado ou se há interesse em preservar um lugar que tenha condições de abrigar nossa hereditariedade junto com os descendentes da fauna e da flora. #Mudança do Clima