Autoridades da Rússia afirmaram, pela primeira vez, na última terça-feira, 17, que uma bomba foi colocada a bordo e destruiu um jato russo cheio de turistas. A aeronave caiu há mais de duas semanas na Península do Sinai, no Egito, e o Kremlin reagiu imediatamente, intensificando os ataques aéreos na Síria.

Os russos disseram que eles estavam coordenando uma campanha militar com a França, em contra-ataque no território sírio, especialmente em áreas habitadas pelo Estado Islâmico, grupo militante que tinha afirmado a responsabilidade por destruir o avião russo e os ataques mortais em Paris na última sexta-feira, 13.

A Rússia disse ainda que tinha implantado os mísseis de cruzeiro, bombardeiros de longo alcance e outros aviões de guerra, liberando os detalhes através de uma reunião militar com o Presidente Vladimir Putin e o Ministro da defesa Sergei Shoigu, televisionado ao vivo em todo o país.

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"Um ataque aéreo maciço tem como alvo o ISIS em território sírio", disse Shoigu, usando um dos adjetivos para o Estado Islâmico. A Rússia reconhece que uma bomba derrubou a Metrojet Airbus A321, matando as 224 pessoas a bordo. Bortnikov, chefe do serviço de Segurança Federal, disse que os investigadores do acidente estimaram que a bomba Metrojet tenha sido composta de até 1 kg, ou 2,2 quilos de TNT. Ele acrescentou que "estrangeiros que fizeram", o material explosivo que foi encontrado nos destroços.

A Rússia também ofereceu US$ 50 milhões por qualquer informação que leve a capturar os responsáveis pelo atentado. "Vamos procurar por eles em todos os lugares, não importa onde eles estão escondidos", disse Putin disse numa reunião com o Conselho de Segurança, transmitido na televisão nacional.

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A belga jihadista Abdelhamid Abaaoud, suspeita de organizar os atentados à Paris, pode ter cometido suicídio antes do amanhecer desta quarta-feira, 18, quando a polícia francesa invadiu um apartamento subterrâneo na cidade. 

Segundo informações da polícia, Abaaoud, o militante do #Estado Islâmico, de 28 anos, nascido em Bruxelas, na Bélgica, mas de origem marroquina, também teria cometido suicídio dentro de um apartamento no subúrbio de Saint-Denis, próximo a Paris, com outras cinco pessoas fortemente armadas. "De acordo com a informação que tenho, sim, ele cometeu suicídio durante a operação", disse o embaixador Richier a uma TV local.

Uma mulher vestindo um colete de explosivos se explodiu hoje durante as incursões policiais. A polícia disse que dois homens morreram e sete pessoas foram presas. #Terrorismo #Investigação Criminal