De acordo com informações da BBC Brasil, um pedaço do dedo de Omar Ismail Mostefai, de 29 anos, permitiu que a polícia o identificasse. O jovem era cidadão francês, de origem argelina, tendo um envolvimento com o Islã radical e já era conhecido pelas autoridades francesas. Em sua ficha policial já existiam diversos crimes leves, porém ele nunca foi preso. Omar era da cidade de Courcouronnes, que fica ao sul de Paris. Sete parentes de Omar Ismail foram detidos pela polícia para serem interrogados.

O segundo atirador tinha apenas 18 anos e, de acordo com informações disponíveis, lutou e aprendeu técnicas militares na Síria.

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As autoridades policiais da Bélgica, associadas às investigações,falaram que os dois jovens também eram cidadãos franceses mas residiam em Bruxelas.

A imprensa francesa disse também que três dos atiradores eram irmãos. Neste domingo (15), a Bélgica divulgou um mandado de detenção internacional contra um doss três irmãos, o belga Abdeslam Salah, de 26 anos, responsável pelo aluguel de um dos veículos utilizados no atentado à casa de show Bataclan, onde ocorreu o pior dos atentados da noite. A polícia francesa também está procurando o suspeito e disse que ele é perigoso, pedindo para ninguém tentar abordá-lo. A rede policial montada é grande; ela tem início na Grécia - com um esforço concertado dos países europeus - e termina nos subúrbios de Paris, tudo para conseguirem identificar estes atiradores. 

O Ministério Público disse que os atiradores agiram em grupos de três, a maior parte morrendo ao detonar explosivos dentro de coletes.

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Um deles tinha ingresso para o jogo entre França e Alemanha, onde 80 mil pessoas estariam presentes, entre elas o presidente François Hollande. Mas a operação não deu certo, pois ele foi revistado por polícias 15 minutos antes do início do jogo. A detonação acabou ocorrendo do lado de fora do estádio mas não se sabe o número preciso de mortos com esta explosão, segundo o The Wall Street Journal.

Segundo o Ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, os ataques aparentemente foram planejados fora da França, por um grupo de indivíduos que residiam na Bélgica. Porém, o grupo teria se beneficiado de cúmplices na França.

Ainda há vítimas por identificar

De acordo com as autoridades francesas, 352 pessoas estão feridas, estando 99 em estado grave. dois dias após esta tragédia muitas famílias buscam pelos familiares. A BBC Brasil divulgou um depoimento de uma mãe que procurava seu filho; segundo ela, desde sexta-feira vem percorrendo os hospitais da cidade à procura do filho de 27 anos, que estava na casa de show Bataclan.

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Dominique Gourdier, em depoimento dado ao jornal Le Parisien, se agarra na esperança de que os bombeiros tenham transferido seu filho para algum hospital. Muitas vítimas dos atentados perderam seus documentos, o que dificulta muito sua identificação. Para ajudar as famílias o governo francês instalou um centro para dar informações e apoio psicológico para as famílias das vítimas na École Militaire#Terrorismo #Ataque