Na terça-feira passada (10/11), Deborah Lee James, uma representante da força aérea norte-americana, afirmou que: "O poder aéreo pode fazer muito, mas não consegue fazer tudo. No final, ele não consegue ocupar território e, mais importante, não consegue governar território. É aqui que precisamos de forças terrestres (boots on the ground). Nós precisamos de ter forças terrestres nesta campanha (contra o Estado Islâmico)".

Enquanto os EUA continuam o debate em busca dos aliados corretos para ser essa força terrestre, estando divididos entre: o exército iraquiano, os rebeldes sírios e os curdos, o poder aéreo russo entrou no conflito sírio, em apoio ao seu aliado Assad, contando com o exército sírio como as suas forças terrestres.

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As dúvidas sobre as intenções russas persistem, principalmente quando surgem casos de bombardeios sobre posições ocupadas por rebeldes e não pelo #Estado Islâmico.

No entanto, desde então, o grupo terrorista já sofreu duas importantes derrotas: a primeira imposta pelos rebeldes sírios com o avanço sobre Damasco e a segunda com a conquista da base aérea de Kweires, perto de Aleppo.

A base aérea estava cercada pelo Estado Islâmico desde 2013. Um cerco que fez soldados e oficiais sírios prisioneiros dentro da base de Kweires. Na terça-feira (10/11), com o apoio aéreo russo, o exercito sírio conseguiu quebrar o cerco, libertando os reféns do grupo terrorista, que resistiram durante dois anos. Esta conquista simboliza um retroceder forçado nas linhas do Estado Islâmico, alimentando as esperanças no sucesso dos esforços realizados no combate contra este grupo terrorista.

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A entrada da Rússia no conflito teve um forte impacto, podendo até vir a ser o catalisador da retomada à normalidade na Síria. Para além do grande poderio russo estar ao lado de todos os que, até à data, combatem o Estado Islâmico, também existe um caráter político na intervenção russa.

A realização de uma transição democrática, num prazo de 18 meses, faz parte das intenções dos dirigentes de Moscou, havendo ainda a possibilidade de Assad, principal aliado dos russos na região, se candidatar nas próximas eleições.  #Ataque #Guerra Civil