O Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland, #EUA, postou um vídeo de 30 minutos na internet, no último domingo, 01, com imagens de detalhes impressionantes da atividade do Sol, na maior resolução já produzida para esse fim, 3840 por 2160 pixels (conhecida como 4K UHD ou ultra-alta definição).

O vídeo foi feito a partir da sequência de imagens capturadas a cada 12 segundos, em dez diferentes comprimentos de onda, pelo observatório espacial SDO (Solar Dynamics Observatory). O SDO foi lançado no início de 2010 para coletar dados sobre a atividade solar e sua influência sobre a Terra, especialmente do campo magnético solar, dos ventos solares e das variações na radiação solar.

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A equipe da Goddard Video Studios precisou de 10 horas de produção para cada minuto do vídeo, cujo título é “Arte Termonuclear, o Sol em vídeo de ultra-alta definição (4k)”. Nele, é possível observar nitidamente fluxos de plasma nos laços coronais e ejeção de massa coronal. Esses fenômenos ocorrem entre a fotosfera (a superfície solar visível) e a coroa solar (a camada atmosférica solar). Cada trecho do vídeo tem uma cor específica, para diferenciar o espectro no qual as imagens foram capturadas.

O vídeo faz parte de um programa para produção de vídeos 4K UHD de domínio público, isto é, livres de direitos autorais, com conteúdo científico de última geração. Outros vídeos já publicados são “Persuit of Light”, “Bennu’s Journey” e “Artic B-Roll in 4K”. O portal dos vídeos adverte que, ao visualizá-los, é necessário configurar para a máxima resolução disponível, e ter espaço suficiente para armazenamento dos dados baixados.

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Além da imediata utilidade para divulgação científica, esse trabalho também espelha o fascínio e a curiosidade que a humanidade tem demonstrado pelo Sol. Sempre se buscou entender sua #Natureza e as leis que regem seus movimentos, seja orbitando aparentemente a Terra, ou como centro do universo e das órbitas dos planetas, ou como estrela ordinária num canto da Via Lactea, dependendo do período histórico.

Das observações babilônicas, há cerca de 3.000 mil anos, passando por Ptolomeu, 150 a.c., e pelos pensadores da antiguidade grega, Anaxágoras, Eratóstenes, Aristarco ou Averroes do século XII, até a idade média e renascimento, com Giordano Bruno, Copérnico, Newton, Decartes, Kepler e Galileu, entre tantos outros, nunca faltaram mistificadores, teóricos, cientistas, ou meros observadores dedicados ao astro.

A teoria da relatividade geral, de Einstein, publicada em 1915, que é a generalização da teoria da gravitação de Newton, foi comprovada pela observação de um eclipse total do Sol, em 1919.

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O satélite SDO, por sua vez, foi precedido por uma linhagem de missões espaciais com grandes resultados. As primeiras, as Pioneer americanas, lançadas entre 1959 e 1968, orbitaram o Sol em distâncias similares à da Terra e registraram detalhadamente, pela primeira vez, o campo magnético solar e os ventos solares.

A próxima missão solar prevista, até o momento, é a Aditya. Desenvolvida pelo governo da Índia, e confirmada em 2008. Seu lançamento está programado para ocorrer entre 2017 e 2018.

Assista o vídeo da NASA

 

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