Em 23/12 foi assinado um acordo do chamado sistema de defesa aérea regional para a toda a área do Cáucaso entre, Sergei Shoigu, ministro da Defesa russo e o seu colega da Armênia, Seyran Ohanyan. É um dos objetivos de cooperação mútua via Conselho de Ministros da Defesa arquitetado pelo Kremlin para o ano de 2016, onde existem outros acordos acontecendo para negociações regionais de defesa aérea com o Tajiquistão e o Quirguistão.

Em 2013 já tinha sido acordado entre os russos e o Cazaquistão um pacto de defesa aérea e mais recentemente, a Rússia doou um sistema S-300 a Astana para aquela nação, e os mecanismos de defesa aeronáutica da Rússia para com a Bielorrússia já sofreram unificação. 

Por exemplo, a Armênia aloja 2 complexos militares russos , incluindo a base militar 102 na parte norte da cidade de Gyumri, e funcionando sob o seu comando, há o aeroporto em Erebuni situado a 120 km no norte de Erevan, capital dos armênios.

Publicidade
Publicidade

Juntas, as duas bases militares acolhem cerca de 5.000 militares russos. 

Agora em dezembro, 6 seis helicópteros de assalto Mi-24P e mais helicópteros de transporte de categoria Mi-8MT chegaram para reforçar a base de Erebuni. Sendo que 2 semanas antes, sete Mi-24 e diversos Mi-8MT foram direcionados para a organização destas estruturas militares russas citadas. 

A Turquia, por razões óbvias, está preocupada com a movimentação bélica de russos e aliados de Moscou, ainda mais quando se trata da Armênia, pois os turcos assassinaram milhões de pessoas no que é conhecido como genocídio armênio. A mídia da Turquia em inglês aborda o acordo bilateral, Rússia e Armênia, e insinua que o mesmo está correlacionado ao abate do avião de combate SU-24 da Rússia em novembro, por um F-16 da Turquia, só que em espaço aéreo sírio, constituindo um crasso crime de guerra dos turcos.

Publicidade

Ratificando a instabilidade no cenário mundial, Alexander Luzan , ex-vice-comandante das Forças de Defesa Aérea russas, disse acreditar que ação de estabelecer um sistema de defesa aérea da Rússia com seus aliados, ocorreu basicamente pelos atos provocativos da Turquia, com as manobras irresponsáveis de Ancara, as bases dos #EUA em solo turco e a obrigação da Rússia de salvaguardar a Armênia.

Os jornalistas afirmam que “o incremento da presença militar da Rússia na Armênia, que é uma região que não tem saída para o mar no sul do Cáucaso, justamente na fronteira com a Turquia, indica que aumentará a temperatura na área do Cáucaso”. 

Um funcionário anônimo turco, pronunciou-se ao jornal da Turquia e instou que “russos e armênios devem abrir mão de práticas que prejudiquem a paz na  região do Cáucaso, onde a Turquia tem medo que a escolha de Erevan, eleve a possibilidade de guerra entre aqueles países”, talvez direcionando os seus temores sobre a possível rusga entre a Armênia e o Azerbaijão no que se refere a disputa da região de Nagorno-Karabakh por estes últimos.

Publicidade

Dizer que a Turquia não tem problemas com seus vizinhos soa quase como um pecado, pois especialistas internacionais classificam a política externa turca como agressiva, servindo aos interesses da supremacia turca na região e destinada a ser vassala dos norte-americanos. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, só reforça esse quadro quando apóia os militantes anti-governo da Síria; quando invade centenas de vezes em 2015 o espaço aéreo da Grécia, quando derruba o Su-24 russo, quando invade o norte do Iraque em dezembro ou ainda, quando visa exterminar o povo do Curdistão. #Estado Islâmico #Acidente