Embora muitos partilhem da opinião que a Turquia tenha derrubado o caça de combate russo SU-24 intencionalmente por influência dos norte-americanos, como uma atitude provocativa aos russos em novembro último, o que inclusive chegou a ser publicado na imprensa internacional, alguns turcos, ao menos, já demonstram arrependimento ou preocupação com as conseqüências que estão colhendo com as suas ações militares.

Por exemplo, desde o dia 21/12, os servidores de computação e informática turcos estão sofrendo um ataque massivo (ciberataque), provocando demoras substanciais nos serviços dos bancos e redes financeiras, de acordo com o anúncio de uma ONG relacionada ao governo de Ancara.

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Trata-se de um ataque estruturado por "fontes organizadas", localizadas fora do território turco, é o que está afirmando a ONG Nic.tr, responsável pela supervisão e administração de todos os endereços virtuais de #Internet com a extensão ".tr", inclusive dos ministérios, das Forças Armadas e dos bancos do país, daí todo o alarido provocado com os ciberataques, pois se trata de algo que envolve a segurança nacional turca.

Binali Yildirim, ministro dos Transportes e das Comunicações da Turquia, disse que o cenário é muito "grave" e solicitou a Nic.tr uma série de medidas de segurança, que até agora têm sido "insuficientes" na contenção dos problemas causados. Enfim, a imprensa daquele país, vem afirmando que os ataques cibernéticos, tem grande probabilidade de ter se originado na Rússia, justamente pela crise atual entre os 2 países, que teve o seu estopim com a queda do SU-24 em espaço aéreo sírio.

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Paralelamente, o grupo de hackers conhecido como #Anonymous revelou há poucos dias, ter iniciado uma verdadeira guerra digital contra os turcos e seu país por darem descaradamente "apoio em diferentes frentes... ao grupo do #Estado Islâmico - EI". O grupo ainda afirmou em comunicado oficial que o governo da “Turquia vem dando apoio ao Estado Islâmico ou Daesh (como os russos chamam o bando terrorista), quando compram petróleo do EI e dão atendimento médico-hospitalar aos seus milicianos e se a Turquia não parar com isso, daremos prosseguimento com os ciberataques”.