A Rússia toma os devidos cuidados legais e quer se blindar diante da opinião pública mundial, quando o Kremlin manifesta-se avisando que as caixas pretas do avião de combate russo SU-24 derrubado pela Turquia em território sírio no dia 24/11, serão abertas unicamente com o auxílio e a presença de especialistas do exterior para comprovar de fato o que aconteceu naquela fatídica terça-feira.

Se for comprovado que a Turquia abateu o avião russo em espaço aéreo sírio, a Rússia terá base para acusar o governo de Ancara de ter cometido um crime de guerra. Sendo que a Turquia, historicamente falando, não possui nenhum perfil pacifista nas suas tratativas internacionais, como bem atestam os genocídios armênio, grego e assírio; massacre da minoria curda; violações diárias dos espaços aéreos grego e sírio; invasão militar belicista da ilha de Chipre, entre tantos outros atos condenáveis praticados pelos turcos segundo especialistas em política internacional.

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Vladimir Putin, o “enigmático” presidente da Rússia já fez questão de deixar claro para todos, que independente do resultado da averiguação das caixas pretas do SU-24, a relação entre a Turquia e a Rússia não terá melhoras, pois “é óbvio que necessitamos saber onde estava o caça por ocasião de ter sofrido o ataque turco; entretanto, isso não alterará o nosso comportamento frente ao que foi feito pelos turcos. A Rússia tratou a Turquia como amiga e aliada contra os terroristas muçulmanos e recebemos uma inesperada punhalada traiçoeira”, reiterou Putin. 

Moscou vai mais além do que ficar somente na guerra de palavras, convocando de surpresa em 01/12, todos os correspondentes estrangeiros e adidos militares registrados na capital Russa para assistirem ao discurso de Putin, o qual reforçou “que o presidente turco Recep Erdogan e alguns dos seus familiares formavam um grupo específico da elite turca voltado ao roubo de petróleo sírio via relações escusas com o Estado Islâmico.” 

Nesta mesma preleção para mais de 1.000 convidados, Vladimir Putin confirmou que “os russos não responderão para a Turquia com histeria ou com armas por agora, mas que se alguém está pensando que os que praticaram este crime hediondo, irão escapar ilesos, somente com algumas medidas de boicote em relação aos seus tomates exportados, construção civil ou qualquer outro segmento da economia, está totalmente equivocado.

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Nós iremos relembrá-los vez após vez, eternamente, do que fizeram e vamos ainda adotar as medidas que considerarmos necessárias”. 

Por sua vez o 1.º ministro turco, Ahmet Davutoglu, declarou que se encontra disposto a trabalhar em conjunto com o Kremlin para evitar estes tipos de incidentes, mas continuou acusando a Rússia de fazer uma “limpeza étnica” no norte sírio, quando expulsam os turcomanos da região juntamente com os habitantes muçulmanos sunitas, a fim de salvaguardar os interesses militares do Kremlin no local. Neste meio tempo, as desavenças diplomáticas entre os 2 países, só fazem aumentar. #Estado Islâmico #Acidente #Guerra Civil