O presidente Barack Obama declarou energicamente nesse domingo (6), na Casa Branca, que o tiroteio em San Bernardino, Califórnia, foi um ataque terrorista e disse que os Estados Unidos vão superar tais ameaças com uma campanha implacável, forte e inteligente contra o ISIS e que essa campanha militar é consistente com os valores do seu país.

"Este foi um ato de #Terrorismo projetado para matar pessoas inocentes", disse Obama no horário nobre em rede nacional. Obama, falando de um pódio na frente de sua mesa no Salão Oval, disse que o casal que havia realizado o ataque de San Bernardino tinha "ido pelo caminho escuro da radicalização" e abraçou uma "versão pervertida do Islã", que apela a uma guerra contra a América e o Ocidente.

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O discurso foi concebido para tranquilizar os americanos sobre a crescente ameaça do terrorismo e serviu essencialmente para o povo manter a calma. Ele foi proferido em meio a preocupações de que Obama não tem um plano eficaz para enfrentar a crise, após o tiroteio no qual 14 pessoas foram mortas por um casal muçulmano extremista.

"A ameaça do terrorismo é real, mas vamos superá-la. Nós destruiremos o ISIS e qualquer outra organização que tente nos prejudicar", disse Obama.

"Vamos vencer por sermos fortes e inteligentes, resilientes e implacáveis", disse Obama, pedindo ao Congresso que aprove a autorização final para que as forças armadas dos #EUA entrem em guerra contra o grupo terrorista. 

Controle de Armas 

Em um apelo que provavelmente vai enfurecer os conservadores, Obama exigiu maior controle de armas em seu discurso, dizendo que era uma parte fundamental na luta contra o ISIS. Ele disse que atualmente é muito fácil para as pessoas que querem prejudicar os americanos a compra de armas.

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"O Congresso deve agir para garantir que ninguém em uma lista negra seja capaz de comprar uma arma. Qual poderia ser o argumento para permitir que um suspeito de terrorismo compre uma arma semi-automática? Esta é uma questão de segurança nacional", disse Obama e também argumentou que deveria ser mais difícil a compra de armas de assalto poderosas como aquelas usadas ​​nos ataques de San Bernardino.

"O que podemos fazer, e devemos fazer, é tornar mais difícil que eles matem", disse Obama.

Opinião pública

O terrorismo, a segurança nacional e o lugar dos muçulmanos na sociedade dos Estados Unidos tornaram-se um tema de campanha controversa para 2016 e estão dominando a conversa política mais do que em qualquer momento desde os ataques de 11 de setembro de 2001.

Em uma pesquisa divulgada no domingo pela imprensa norte americana, 60% dos americanos desaprovavam a gestão de Obama sobre o terrorismo. A pesquisa foi realizada antes dos ataques em San Bernardino e também mostrou uma mudança na opinião pública sobre como lidar com o grupo terrorista. E 68% disseram que a resposta americana à ascensão do grupo terrorista não tem sido suficientemente agressiva.

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Esses números refletem a luta de Obama até agora para convencer os críticos que ele tem uma estratégia viável para destruir o ISIS no seu califado auto-declarado no Iraque e na Síria. Obama também foi acusado de minimizar a ameaça do grupo por razões políticas.

Críticas

O presidente entrou no discurso sob intensa pressão após uma série de comentários contrários ao seu governo sobre o ISIS que o deixou vulnerável a reivindicações proferidas por oponentes de que ele não tinha levado a ascensão do grupo terrorista a sério.  #Estado Islâmico