O ministro da justiça da Bélgica divulgou hoje, dia 16 de dezembro, que um dos principais suspeitos dos atentados ocorridos na capital francesa poderia estar escondido em uma casa em Molenbeek, dois dias depois da data dos atentados. No entanto, a polícia não pode intervir por ser de noite - há uma lei que não permite intervenções nesse horário.

Koen Geens (ministro da justiça da Bélgica) divulgou esses dados relativos aos atentados ocorridos em Paris à cadeia flamenga VTM para um programa que será emitido hoje. Nos atentados de Paris, em 13 de novembro, morreram pelo menos 130 pessoas e cerca de 350 pessoas apresentaram ferimentos. 

Segundo Koen Geens, todos os serviços de informação da Bélgica sabiam onde estava refugiado um dos principais suspeitos do terrorismo a Paris (Abdeslam), durante a noite do dia 15 para dia 16 do mês de novembro.

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Esta informação foi divulgada pelo diário Het Laaste Nieuws. No entanto, a polícia belga não pode fazer nada porque, segundo a lei de 1967, é proibido quaisquer buscas por parte da polícia entre as nove horas da noite e as cinco horas da manhã. De acordo com essa mesma lei, as únicas situações em que a polícia pode intervir neste horário são nos casos de incêndio e também em casos de "flagrante delito". Nos casos de terrorismo a polícia belga está completamente proibida de intervir neste mesmo horário. 

A polícia só pode mesmo intervir às cinco horas da tarde, depois de ter conseguido adquirir um mandado judicial. Desta forma, o principal suspeito de terrorismo teve muito tempo, o suficiente para fugir da casa em que possivelmente encontrava-se refugiado. De acordo com os dados recolhidos pela polícia belga, a Bélgica encontra-se neste momento perante o nível máximo de um possível ataque terrorista semelhante ao que ocorreu no dia 13 de novembro na capital francesa.

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Abdeslam alugou um Volkswagen Polo no qual os atacantes terroristas da sala de espetáculos Bataclan em Paris chegaram ao local onde mataram mais de 89 pessoas deixando também muitas pessoas com graves ferimentos.  #Estado Islâmico #Crime