O candidato do Partido Republicano à presidência americana, Donald Trump, consegue provocar a ira de muita gente em seus discursos. A última “pérola” foi sugerir que os Estados Unidos proíbam a entrada que qualquer muçulmano no país. A desastrosa fala veio depois do tiroteio em San Bernardino, Califórnia, em que um casal de muçulmanos matou 14 pessoas e feriu mais 17 em um centro de convenções.

Na tentativa de defender sua teoria, Trump alegou os Estados Unidos precisam estar vigilantes com relação aos muçulmanos, uma vez que alguns lugares de Londres e Paris, por exemplo, já estejam tão radicalizados que não poderiam mais ser policiados, já que os oficiais da lei estariam temendo por suas vidas.

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A Polícia Metropolitana de Londres, que raramente responde sobre alegações do tipo, resolveu publicar o seguinte comunicado:

"Nós normalmente não dignificamos esses comentários com uma resposta, no entanto, nesta ocasião, pensamos que é importante afirmar para os londrinos que o sr. Trump não poderia estar mais errado".

O Primeiro Ministro, David Cameron, disse através de seu porta-voz que os comentários de Trump são "divisionistas, inúteis e simplesmente errados". Já o prefeito de Londres, Boris Johnson, foi mais além, e fez o seguinte e bem humorado comentário: “A única razão pela qual eu não iria para algumas partes de Nova York seria o risco real de encontrar Donald Trump".

Reação da população

Depois dessas afirmações, o presidenciável causou revolta entre a população britânica, e a cidadã Suzanne Kelly resolveu lançar uma petição online, para banir definitivamente a entrada de Trump no Reino Unido devido a suas declarações, que já foram classificadas, inclusive, como “discursos de ódio”.

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Segundo essa visão, tais declarações poderiam até mesmo provocar violência entre a comunidade local, por exemplo, devido a diferenças religiosas.

O governo do Reino Unido responde a todas as petições que atingem um número mínimo de 10 mil assinaturas, e entram na pauta do debate no Parlamento quando alcançam a marca de 100 mil assinantes. Até o fechamento desta matéria, a petição já havia atingindo a soma de 245 mil assinaturas. #Governo #Europa #EUA