O jornal britânico The Independent divulgou uma matéria em que o assistente de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, critica duramente o pré-candidato republicano à presidência, Donald Trump, pelo seu último comentário em relação a barrar a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.

De acordo com Earnest, o que Donald falou “o desqualifica para servir o país como presidente”. Além do comentário, o pré-candidato também lançou uma campanha, na última segunda-feira (07), na qual pede a suspensão total e completa da entrada de muçulmanos nos #EUA até que os legisladores do país compreendam o que está ocorrendo.

O coordenador da campanha de Trump, Corey Lewandowski, disse que a proposta serve para “todo mundo”, ou seja, tanto imigrantes, quanto turistas. O conselheiro do presidente norte-americano, Barack Obama, se manifestou contra, declarando: "O respeito pela liberdade religiosa está inscrito na nossa Declaração de Direitos".

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Os comentários de Trump causaram revolta no Reino Unido. Foi colocada no ar uma petição online pedindo o bloqueio da entrada do republicano no país europeu. A petição bateu um total de 275.000 assinantes, e o parlamento inglês irá analisar a questão, segundo o The Telegraph.

O porta-voz do primeiro ministro britânico, David Cameron, divulgou uma nota em que classificou os comentários como causadores de “divisões”, “inúteis” e “complemente equivocados”. "O primeiro-ministro britânico está totalmente em desacordo com os comentários de Donald Trump”, afirma.

Em outras ocasiões, Donald Trump foi acusado de xenofobia, quando em junho desse ano sugeriu "um grande muro" para barrar o fluxo migratório do México em direção aos EUA. Depois dessa declaração, a Univisión considerou os comentários “ofensivos” e rompeu as relações comerciais que tinha com o candidato, ele ameaçou processar o canal.

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Outra emissora que encerrou relações com Trump foi a NBC, que comunicou: "Devido às afirmações depreciativas sobre os imigrantes realizadas por Donald Trump recentemente, a NBC Universal encerra sua relação comercial com o senhor Trump".

As críticas de Trump aumentaram em relação aos muçulmanos depois do tiroteio na Califórnia, entendido como terrorista pelo FBI, no início deste mês.

*Com informações do The Independent. #Terrorismo #Refugiados