A cidade alemã de Arnsberg proibiu a venda de fogos de artifício e foguetes a moradores de acampamentos de refugiados e a decisão foi comunicada pelo porta-voz da cidade, Neue Westfaelische. O Corpo de Bombeiros de Arnsberg também pediu que os moradores da cidade evitassem soltar fogos nas proximidades dos acampamentos. O motivo é evitar que os #Refugiados, com idades que variam de poucos meses até à terceira ou quarta geração de uma mesma família, possam recordar as lembranças dolorosas da morte e destruição vivida em seus respectivos países. Muitos dos que vivem nos acampamentos viram familiares e amigos morrerem e até sofreram alguma violência antes de fugir do ambiente dominado pelo terror.

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Para muitos dos refugiados, esse será o primeiro ano novo longe de suas casas e familiares. Existem pessoas que fugiram da Síria com a roupa do corpo, deixando para trás emprego, empresas, familiares e lembranças de uma vida feliz. Hoje, vivem aglomerados em acampamentos de refugiados, recebendo alimentos através de doações do governo alemão e de organizações sem fins lucrativos.

Além dos acampamentos, foram restaurados ginásios, prédios vazios e hotéis desativados para receber as diversas famílias de refugiados que chegaram ao país, a grande maioria deles vindos do Oriente Médio e da África. Estima-se que atualmente o número de refugiados no mundo já tenha ultrapassado os 60 milhões.

Festa tradicional para os alemães, motivo de medo para os refugiados

A queima de fogos é comum em quase todo o mundo na virada do ano velho para o ano novo.

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Na Alemanha, todos os anos ocorre uma gigantesca queima de fogos no Portão de Brandeburgo, que fica em Berlim. O espetáculo no céu é transmitido por emissoras de TV em tempo real.

Segundo a indústria pirotécnica da #Europa, ano passado foram investidos quase cento e vinte milhões de euros na queima de fogos. O que é motivo de comemoração para os nativos e estrangeiros em turismo, é um filme de terror para quem remete qualquer estrondo a tiros, bombas e mísseis destruindo suas casas e familiares. #Crise migratória