Há pouco tempo diversos países liderados pelos Estados Unidos começaram a bombardear parte da Síria e Iraque; territórios dominados pelo Estado Islâmico. Mas ao contrário do que chefes de Estado e populações mundiais pensam, esses ataques não estão enfraquecendo ou intimidando os terroristas, ao contrário, eles continuam fortes, ousados em seus vídeos e obtendo combatentes em todo o mundo.

Paul Rogers, que é especialista em segurança global pela Oxford Research Group e professor na universidade de Bradford, afirmou que os ataques aéreos, ainda que estejam matando membros do grupo, não estão servindo para inibir o recrutamento de novos militantes, que continuam a sair de diversas partes do mundo indo direto para a Síria.

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Oxford Research Group que é um importante centro mundial de estudos sobre conflitos armados, disse que o número de militantes estrangeiros era de quinze mil há um ano e que agora já chega à trinta mil pessoas.

A fim de parar esse crescimento do grupo, Paul Rogers anuncia cinco importantes medidas:

1º Prestar assistência aos refugiados

Atualmente há cerca de três milhões de refugiados da Síria e do Iraque vivendo no Líbano, Turquia e Jordânia, a maior parte deles em situações precárias. Com o inverno chegando, essas pessoas precisam de ajuda, pois o desespero de quem está sem abrigo e comida aumentam às chances do #Estado Islâmico recrutar novos membros sob a promessa de dinheiro, poder, estabilidade e 'proteção'.

2º Resolver as diferenças entre xiitas e sunitas no Iraque

É preciso maior pressão internacional para que o governo do Iraque, que é xiita, promova diálogo com a população sunita, pois essa minoria se sente oprimida e acaba apoiando os militantes do Estado Islâmico, que tornou-se representante 'legitimo' dos sunitas na região.

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3º Eliminar a repressão no Egito

Desde 2013, quando o presidente Mohammed Morsi foi deposto, o governo reprime qualquer tipo de manifestação islâmica, o que gera revolta nos muçulmanos. Esse tipo de conduta faz com que muitos grupos decidam apoiar o Estado Islâmico, tanto que o avião russo que foi abatido em território egípcio há um mês foi reivindicado por uma base o EI que fica no país.

4º Acabar com a guerra na Líbia

A guerra iniciada na Era Clinton na Líbia aumenta as tensões internas e hoje a maior parte do território é dominado pelo Estado Islâmico e a Al-Qaeda. Fazer com que a ONU se esforce para obter a paz na Líbia já evitaria revolta e desespero suficientes para que as pessoas se aliassem ao EI.

5º Acabar com a #Guerra Civil na Síria

Bashar al Assad é o presidente da Síria, entretanto, uma parte significativa do território está sob o poder do EI. Assim como o governo é rígido e autoritário, o Estado Islâmico tem tirado a paz de muita gente. Conseguir uma estabilização do território, evita que pessoas sem perspectivas de vida em decorrência da guerra se aliem aos extremistas.

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Da mesma forma, inocentes não são forçados a integrar o EI, como costumam fazer com centenas de crianças e jovens sequestrados. #Terrorismo