Exatamente em 20/07/1974 deu-se início a um dos capítulos mais tristes e covardes da história humana, por ocasião da invasão de soldados vindos da Turquia que chegaram ao norte da Ilha de Chipre, no que foi chamado de operação bélica relâmpago, cujo álibi utilizado pelo Governo turco de Ancara é que a operação em, si destinava-se a salvaguardar os cidadãos de raízes turcas que habitavam aquela parte do mundo.

A invasão turca foi bastante estimulada porque 5 dias antes, ocorreu um golpe de estado na ilha, onde os combatentes gregos eram totalmente favoráveis a união de Chipre com a Grécia, que na época era dirigida por uma junta militar a partir de Atenas.

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Os gregos cipriotas depuseram o governo do arcebispo Makarios com a intenção de consolidar a possibilidade de anexar (“enosis”) Chipre à Grécia.

Anos após do desembarque dos navios de guerra da Turquia; dos bombardeios na ilha; da presença de fuzileiros navais turcos em solo cipriota grego; de paraquedistas turcos tomando estradas e o aeroporto de Nicósia; da chegada de carros de combate M-47 e M-48; da VI esquadra norte-americana no Mediterrâneo ameaçar contra-atacar os aviões gregos dos porta-aviões americanos devido aos interesses escusos dos EUA na Guerra Fria do mundo de então e lamentavelmente, mortes e destruição, aconteceu em 25/12 um fato histórico, que foi o aperto de mão pela 1.ª  vez entre o líder cipriota grego e o seu colega turco.

Ambos os representantes apareceram um ao lado do outro na televisão de Chipre para o já costumeiro pronunciamento de boas festas para as comunidades cipriotas grega e turca, que foram divididas pela brutalidade e violência.

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De modo cortês; porém, não menos carregado de símbolos, o líder turco falou aos cipriotas em grego dizendo: “desejo um ano novo revestido com a paz definitiva, a prosperidade e a calma a todos os cidadãos cipriotas. Feliz Natal e faço votos de festas felizes”, afirmou Mustafá Akinci.

Por sua vez, o dirigente cipriota grego devolveu a delicadeza e disse o seguinte no idioma turco: “desejo que o novo ano possibilite que os cipriotas gregos e cipriotas turcos consigam viver pacificamente na nossa ilha reunificada de Chipre. Feliz ano novo”, almejou Nikos Anastasiadis, tendo certa dificuldade de expressar-se em turco, bem como o que aconteceu com líder cipriota turco ao falar em grego.

A ONU – Organização das Nações Unidas – é a patrocinadora das negociações de paz, que foram resgatadas depois de mais de 40 anos. Na semana passada mesmo, os dirigentes das 2 comunidades reuniram-se e agendaram antecipadamente 3 reuniões em conjunto no mês de janeiro/2016. Tanto os cipriotas gregos quanto os turcos manifestaram o interesse de consolidar a reunificação e acabar por completo com mais de 10 anos de agressões entre gregos e turcos #Negócios #Europa