Para os católicos, é uma data cristã. Para os protestantes, demais religiões e ateus, é uma época comercial. Para os pagãos, o aniversário do deus Tamuz e para diversos países, em sua maioria muçulmanos, é mais do que proibido comemorar o #Natal: é crime.

Em alguns países, a comemoração é regulada, ou seja, é possível comemorar desde que se cumpra com algumas normas. Esse é o caso de Brunei, no sudeste asiático. Lá o país é de maioria muçulmana e os não muçulmanos são autorizados à comemorar a data, desde que não seja em público, caso contrário, terão problemas com a justiça local.

Algo parecido acontece na Arábia Saudita, onde existe até uma regulamentação que proíbe terminantemente toda e qualquer demonstração 'visível' de comemoração do natal.

Publicidade
Publicidade

Nesse caso, é proibido que tanto muçulmanos, quanto não muçulmanos participem das festividades, mas algumas pessoas conseguem fazê-la escondida em suas casas. Não dá para decorar a fachada da casa ou comprar roupas de Papai Noel, mas há quem troque presentes.

O pior da situação da Arábia Saudita é que o governo do país exige que utilizem apenas o calendário lunar e não o gregoriano, que é utilizado aqui no Brasil e na maioria dos outros países. Como se não bastasse, em 2012, cerca de quarenta e um cristãos foram presos no país por supostamente 'conspirarem' para poder comemorar o natal.

Algumas regiões da China permitem a comemoração normalmente, outras, as que seguem o budismo ou abominam qualquer religião, não só proíbem a comemoração como prendem os infratores e muitos deles são condenados à realizar trabalho forçado.

Publicidade

No Iraque e na Síria, por mais estranho que possa parecer, existe a comemoração do natal, principalmente nos últimos anos, pois a proliferação da guerra santa aumentou o número de cristãos no local, entretanto, os adeptos precisam ser discretos para evitar represálias do Estado Islâmico ou outro grupo radical seguidor do EI. Há um grupo de religiosos que foi até os campos de refugiados comemorar o natal com eles.

Mas de todos, o caso mais explicito de proibição de comemoração do natal é o Tajiquistão, que não só proíbe a comemoração, mas também a troca de presentes, a compra e venda de alimentos comuns no natal, como panetones, frutas secas e cristalizadas, aves prontas para assar, além de fogos de artifício, roupas natalinas e decoração de casas e árvores (tanto as naturais, quanto as artificiais).

Por isso, fique feliz por você poder escolher entre comemorar ou não a data, sem qualquer interferência governamental. #Curiosidades