O Tribunal de #Justiça da União Europeia (European Court of Justice) decidiu que todo o tempo que é perdido em deslocações, tanto na ida para o #Trabalho, como na hora de saída do emprego, deve ser contado como horas de trabalho.

Esta decisão do tribunal afeta especialmente todas aquelas pessoas que não têm um escritório fixo, como é o caso dos canalizadores, enfermeiros que trabalham em domicílio, vendedores de gás ou eletricistas. 

Desta forma, as horas de trabalho de todas estas profissões devem ser contabilizadas desde o momento em que a pessoa sai de casa para ir para o trabalho até à hora que chega em casa, vinda do emprego.

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Todas as deslocações para o exterior contam como horas de trabalho.

Esta decisão tomada pelo tribunal teve o principal objetivo de garantir que nenhum trabalhador ultrapasse as quarenta e oito horas que estão estabelecidas como horas semanais. Tudo isto foi decidido principalmente devido o caso da empresa de origem espanhola Tyco (Tyco é uma empresa especializada na instalação de alarmes).

Esta empresa espanhola apenas contava como horário laboral dos trabalhadores as horas que os empregados faziam a partir do exato momento em que estes chegavam às casas onde iam instalar os alarmes pedidos.

Se, por exemplo, um determinado empregado desta empresa tivesse que fazer uma longa viagem para chegar ao destino pedido (por exemplo, uma viagem de três ou quatro horas), só eram contabilizadas as horas que o trabalhador demorava a instalar o alarme na casa pedida e não todo o tempo que o empregado demorava a chegar ao destino.

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Neste mesmo caso, as horas de viagem que o trabalhador teria de fazer para regressar a casa também não seriam contabilizadas como horário de trabalho, prejudicando, assim, muito estas profissões sem escritório fixo.

Alguns advogados britânicos já tiveram tempo para analisar esta medida tomada pelo tribunal de justiça e afirmam que esta nova decisão irá ter um impacto muito grande, especialmente, em vários setores da indústria de serviços.   #Negócios