O ex-funcionário do NSA que entregou para o mundo provas de que o governo americano espiona cidadãos americanos e pessoas de todo o mundo, acaba de criar uma conta no Twitter. A novidade pegou muita gente de surpresa e muitos acharam se tratar de um fake, mas logo Edward Snowden obteve uma conta verificada pelo Twitter, tornando-a oficial e única.

Mesmo sem propagandas e alardes, Snowden conseguiu meio milhão de seguidores em quatro horas. Atualmente o americano possui quase dois milhões de seguidores, sendo alguns deles Barack Obama, Hillary Clinton e Neil deGrasse Tyson. Muitas vezes Snowden interage com alguns seguidores, quando acha relevante o que foi publicado.

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Usando o Twitter para demonstrar seu interesse pelos Estados Unidos

Mais de uma vez, Snowden afirmou que ama ser americano e ama seu país e que se sentia chateado por não poder voltar aos Estados Unidos tão cedo, sob pena de ser preso como terrorista e ser punido pelo direito penal do inimigo, que lhe resultaria em prisão perpétua ou pena de morte. 

Entretanto, a distância da terra do 'Tio Sam' não é o bastante para evitar que Edward continue antenado com o que acontece no cenário político americano. Nesse sábado, 19, aconteceu o terceiro debate com os candidatos à presidência dos Estados Unidos. Na ocasião, Snowden usou o Twitter para mostrar que mesmo asilado na Rússia, o americano estava acompanhando o desenrolar do debate.

Após Hillary Clinton continuar defendendo a política externa anti-terrorismo criada por seu marido, Bill Clinton, Snowden não pensou duas vezes em mostrar sua reprovação na rede social.

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Primeiro ele publicou que Hillary só estava aterrorizando todo mundo pela internet e depois foi sarcástico ao dizer que a coalizão na Líbia funcionou muito bem. Esse segundo comentário se deu ao fato de Hillary defender a coalizão para 'acabar' com a guerra na Líbia em 2011, o que desencadeou um caos sem fim e fez com que hoje a maior parte do território líbio seja de domínio de grupos terroristas como o Estado islâmico e a Al-Qaeda.

#Eleições #EUA #Eleições 2016