Mesmo com a opinião pública dividida sobre o tema, o Conselho de Ministros da Alemanha aprovou na terça-feira (01/12) o envio de 1.200 soldados para auxiliar na logística francesa contra o Estado Islâmico. O "pacote de ajuda" inclui uma fragata para acompanhar o porta-aviões francês Charles de Gaulle ao Oriente Médio, aviões Tornados para auxiliar no reconhecimento de áreas na Síria e uma aeronave de abastecimento. Duas bases que fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) também devem ser utilizadas pela tropa. A operação militar vai custar 134 milhões de euros aos cofres alemães.

Apesar da ajuda, o governo deixou bem claro que os soldados alemães não vão conduzir ataques aéreos na Síria.

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Outro auxílio que vem sendo dada pelo país, entretanto na outra frente de batalha, no Iraque, é a formação e equipamentos oferecidos aos combatentes curdos.

Postura

Além do cumprimento da promessa feita ao presidente francês François Hollande depois dos atentados de 13 de novembro, a chancelar alemã Angela Merkel deixou orientações aos seus subordinados de como o país vai proceder nessa questão. Em entrevista para uma rádio local, a ministra da Defesa, Ursula Von Der Leyen, ressaltou que a Alemanha não vai se aliar com as tropas do presidente sírio, Bashar al-Assad. "Precisamos evitar o colapso do Estado da Síria. Deixe-me ser clara, não haverá futuro com Assad", afirmou a ministra.

Apesar do posicionamento comunicado, Ursula Von Der Leyen também citou erros cometidos no Iraque, ao excluírem grupos aliados de Saddam Hussein de participar do sistema político pós-guerra.

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Em outras palavras, atenta para que uma relação de desacordo com Bashar al-Assad não exclua a possibilidade de incluir países aliados a al-Assad em uma solução a longo prazo para a Síria.

População dividida

Em uma pesquisa realizada pela agência alemã DPA, 71% das pessoas entrevistadas disseram que o risco de um #Ataque à Alemanha deve crescer com o envio da tropa de auxílio. Mesmo assim, 45% das pessoas apoiam a ação, sendo 39% contra e 16% sem opinião definida. #Terrorismo #Estado Islâmico