Oficiais de alto escalão da FIFA são acusados ​​de ter recebido suborno em troca da venda de direitos de comercialização, burlando dessa forma, processos de licitação em relação a torneios de #Futebol na América Latina, assim como em jogos de classificação para a Copa do Mundo.

Assim, procuradores federais nos Estados Unidos, anunciaram na quinta-feira (3), acusações criminais contra 16 dirigentes da FIFA, alegando que eles eram parte de um esquema de 24 anos para se enriquecerem enquanto supervisionavam os jogos de futebol no mundo.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que a polícia da Suíça prendeu dois oficiais da FIFA em Zurique, por suspeita de aceitar "milhões de dólares" em subornos, de acordo com um comunicado do Departamento Federal de Justiça da Suíça. 

"De acordo com os pedidos de detenção, alguns dos crimes foram acordados e preparados nos #EUA.

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Os pagamentos também foram processados através de bancos norte-americanos", informou um comunicado da Procuradoria Geral dos Estados Unidos, explicando por que os EUA estavam em posição de pedir as prisões.

As acusações, que incluem atividades de extorsão, lavagem de dinheiro e fraude bancária, expande um caso de corrupção, que começou em maio desse ano, com acusações contra 14 funcionários associados a FIFA e as empresas de marketing de esportes relacionados a organização.

Alfredo Hawit, presidente da CONCACAF, o órgão regulador da FIFA na América do Norte, América Central e Caribe, e Juan Angel Napout, presidente da CONMEBOL, que preside a América do Sul, foram as duas últimas detenções em que se está provando ser um ano miserável para a organização encarregada de executar um dos esportes mais populares do mundo.

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O presidente da FIFA, Joseph Blatter, 79, e outro funcionário líder, Michel Platini – presidente da Associação da União Europeia de Futebol - estão atualmente suspensos por 90 dias após o procurador-geral da Suíça abrir um processo penal.

E em maio, 14 executivos com laços com a FIFA foram acusados ​​de aceitar subornos, totalizando mais de 150 milhões de dólares. O Departamento Federal de Justiça Suíço, confirmou a identidade de Hawit, um cidadão de Honduras, e Napout, que é do Paraguai, e disseram em um comunicado que ambos serão postos em extradição para os EUA.

As prisões em Zurique nessa quinta-feira faziam parte de uma operação solicitada por autoridades norte-americanas, como o Departamento de Justiça dos Estados Unidos que se preparava para anunciar uma nova rodada de acusações contra vários funcionários e executivos ligados à suposta corrupção na FIFA.

"Sob as instruções do Escritório Federal de Justiça, mais dois oficiais da FIFA foram presos em Zurique hoje", disse o comunicado.

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"Eles estão sendo mantidos sob custódia enquanto aguardam a sua extradição”. De acordo com pedidos de detenção norte-americanos, eles são suspeitos de aceitar subornos de milhões de dólares.

Vários dos acusados ​​já se entregaram às autoridades dos EUA em Nova Yorque no âmbito de acordos de cooperação com a investigação do FBI, de acordo com agentes da lei dos EUA.

Separadamente, as autoridades suíças estão investigando alegações de corrupção em torno dos próximos campeonatos do mundo de futebol. O Torneio principal da FIFA está previsto para ser realizado na Rússia em 2018 e Qatar em 2022.

Tanto a Rússia e Qatar negaram publicamente qualquer irregularidade no que diz respeito aos processos de licitação nos dois torneios. #Corrupção no futebol