Um hacker especializado em segurança virtual revelou o conteúdo de um banco de dados na web contendo informações pessoais de 191 milhões de eleitores americanos em todos os 50 estados. Além de todos os problemas advindos da divulgação de um vazamento tão significativo, ninguém sabe quem é realmente responsável pela brecha que expôs os dados, deixando-os disponíveis ao acesso de qualquer pessoa. Chris Vickery, o responsável por trazer à tona esta falha, contatou diversos servidores e o serviço de segurança na web do FBI, mas ninguém assumiu a posse do banco de dados.

Cada cidadão americano exposto no vazamento teve divulgado o seu nome, endereço, número de telefone, e-mail, data de nascimento, filiação partidária e registro de voto (ou abstenção) nas eleições primárias ou gerais.

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Eles não contêm dados financeiros ou números de cadastro em programas de benefícios sociais. Ao que tudo indica, cada eleitor registrado nos #EUA está incluído no vazamento. O download do arquivo completo levou um dia inteiro e Vickery ainda não tem certeza se outras pessoas o encontraram antes.

Enquanto parte destas informações é considerada pública, na medida que constituem dados demográficos, é a concentração de dados num só arquivo que tornam essas informações tão atraentes. As consequências são graves, acaso tais informações venham a cair em mãos erradas, como seria de se supor. A informação de um banco de dados tão vasto é muito valiosa para políticos ou empresas, podendo ser explorada com máximo lucro em estratégias de marketing direcionado ou campanhas eleitorais. Na pior das hipóteses criminosos poderiam combiná-la com outras informações para cometer fraudes ou roubo. Trata-se de um problema particularmente grande para as pessoas que precisam manter seus dados em segredo, como vítimas de perseguição e policiais.

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O vazamento evidencia também a necessidade de normas de segurança mais rigorosas e padronizadas quanto ao uso e armazenamento dos dados. Enquanto alguns estados possuem leis restritivas, outros disponibilizam grande parte para consulta pública. #Legislação #Ataque