A França está a desenvolver um novo "software" que tem como objetivo detectar os comportamentos suspeitos, bem como bagagens suspeitas nas estações ferroviárias francesas. Este programa informático experimental de análise comportamental pode ter um conjunto de quarenta mil câmaras de vigilância.

De acordo com Stéphane Volant, secretário-geral da empresa ferroviária SNCF, este novo programa desenvolvido pela França analisa com bastante detalhe qualquer mudança de temperatura corporal, elevação do tom de voz ou também qualquer movimento mais brusco por parte de qualquer pessoa, o que pode representar um sinal de ansiedade elevada.

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Já está a decorrer a experimentação do novo projeto francês em várias estações ferroviárias espalhadas por todo o país europeu, de acordo com a lei e sob controle de toda a Comissão Nacional de Informática e das Liberdades Francesas.

Algumas câmaras que serão incorporadas irão conseguir detectar pacotes suspeitos porque estes podem permanecer muito tempo no solo. Estas câmaras também têm vindo a ser testadas em várias estações ferroviárias francesas.

De acordo com os dados recolhidos pela SNCF, na primavera, os passageiros poderão ter um aplicativo em seus "smartphones", que permite enviar um alerta, se acharem necessário. Além disso, a SNCF pensa também em equipar vários agentes com câmaras portáteis de tamanho reduzido, para identificar qualquer anomalia, fraude ou até mesmo qualquer comportamento suspeito.

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A razão do desenvolvimento deste novo projeto francês foi os atentados ocorridos na capital francesa no dia 13 de novembro. Estes atentados mataram pelo menos 130 pessoas e deixaram várias dezenas de pessoas com ferimentos graves. Este novo projeto foi também motivado após a tentativa mal-sucedida de #Terrorismo, ocorrida no final de agosto, num comboio Thalys Amesterdan-Paris. 

Está também em análise uma nova lei que dê possibilidade aos agentes de segurança da SNCF e da RATP de poderem fazer palpações de segurança, como também inspecionarem as bagagens que acharem suspeitas, com o acordo dos passageiros.   #Inovação #Europa