As mulheres vítimas, que foram forçadas a serem escravas sexuais do exército japonês na época da segunda guerra mundial, eram na sua maioria coreanas, as ex-escravas entraram com um processo no tribunal dos EUA pedindo indenização ao governo do Japão. 

Existem hoje mais ou menos 50 mulheres que padeceram com a escravidão sexual, a maioria coreana, essas vítimas eram impostas a se prostituir em casas sexuais, situadas em todas as zonas conquistadas pelo exército japonês, elas ficaram conhecidas como "mulheres de conforto", estima-se que foram mais de duzentas mil mulheres que sofreram com a escravidão.

As mulheres de um total de doze, entraram com a ação no dia primeiro de julho deste ano (2015) no tribunal do estado da Califórnia, onde pediram a indenização de dois milhões de dólares cada uma, o processo foi levado aos EUA pois todas tentativas feitas em seu país, Coréia do Sul, foram frustadas.

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Um porta-voz das vítimas, em entrevista geral em Gwangju, diz que a ex-escrava Yoo Hee-nam, de 87 anos, manifestou a vontade de denunciar o primeiro ministro do governo japonês, Shinzo Abe, e alguns mecanismos de informações manipulados pelo governo do Japão a omitir esses incidentes históricos.

O advogado das doze mulheres coreanas afirma que processo não é exclusivamente devido ao dinheiro, mas sim por um pedido sincero de desculpas por parte do Japão às vítimas de escravidão sexual no período da segunda guerra mundial.

Como citado no processo do tribunal do estado da Califórnia, em 1993, o Japão pediu perdão e ofereceu ressarcimento a Coréia do Sul por seus delitos de guerra, fato que ficou conhecido como 'Declaração de Kono', contudo, as vítimas acharam isso módico e cobraram um pedido sincero de perdão do país japonês.

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A presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, afirma que devido a esse empasse, a relação entre Japão e Coréia do Sul nunca foi amigável, e espera que depois desse processo e do pagamento da indenização às vítimas de escravidão sexual, a conexão entre os dois países seja mais amistosa.

O primeiro ministro Shinzo Abe ainda ressaltou um sincero pedido de desculpas e seu pesar, além de indenizar em um bilhão de ienes o fundo de reparação às vítimas. #Curiosidades #Violência #Investigação Criminal