Madre Teresa de Calcutá será reconhecida como santa pela Igreja Católica. Na quinta-feira (17), o Papa Francisco ratificou um milagre atribuído a ela depois de sua morte, de acordo com o jornal oficial da associação dos Bispos Católicos italianos "Avvenire". A cerimónima oficial de canonização está prevista para o próximo ano.

Os católicos acreditam que um santo é alguém que viveu uma vida santa e que já está no céu. Santos são considerados modelos para as pessoas na Terra, e se acredita ser capaz de interceder com Deus em nome de alguém quando um pedido de ajuda é feito em oração. Na maioria dos casos, apenas dois milagres já são necessários para canonizar um santo católico. Neste caso, um brasileiro com múltiplos tumores cerebrais foi curado após ter pedido para Madre Teresa em suas orações em 2008.

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A freira conhecida por cuidar das pessoas pobres nas favelas de Calcutá (hoje Kolkata), Índia, morreu em 1997 e foi beatificada em outubro de 2003 pelo já falecido Papa João Paulo II. Ele aprovou o primeiro milagre póstumo de Madre Teresa. Uma mulher de 30 anos de idade, em Kolkata disse que ela foi curada de um tumor no estômago depois de orar e pedir cura para Madre Teresa. Uma comissão do Vaticano disse que não há nenhuma explicação científica e declarou a cura um milagre de Madre Teresa.

A vida de Madre Teresa 

Madre Teresa conheceu a pobreza desde a infância. Ela nasceu em 1910 na Albânia e foi batizada aos 8 anos de idade. Seu pai morreu, deixando a família sem bens e condições de sobreviverem, vivendo na total pobreza.

Aos 18 anos, na certeza de vir a tornar-se missionária, se juntou a um convento irlandês, onde recebeu o nome de Irmã Maria Teresa. Meses depois, partiu para a Índia, desembarcando na cidade então conhecida como Calcutá em janeiro de 1929, onde lecionou na Escola de Santa Maria para as mulheres. Foi lá que ela fez seus votos perpétuos.

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Quase 20 anos mais tarde, durante uma viagem de trem na Índia, sentiu um chamado de Jesus para cuidar dos pobres, segundo sua biografia que está no Vaticano. Foi então que ela se tornou a Missionária da Caridade para servir os mais pobres e carentes. Em 1948, ela vestiu seu icônico sári branco com guarnição azul pela primeira vez e saiu do seu convento para começar a sua vida de cuidar dos mais compadecidos.

Conhecida mundialmente

Ela lavou os feridos, cuidava dos doentes e os que estavam morrendo, até que alguns de seus ex-alunos se juntaram a ela ao longo do tempo dando auxilio. Ela estendeu seu trabalho em toda a Índia.

O Vaticano tomou nota da sua caridade e a encorajou abrir várias organizações em outras partes do mundo, até que havia organizações em todos os continentes. Em 1979, ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz, atraindo a atenção da mídia para a freira recatada que se vestia de azul e branco. No ano de sua morte, as irmãs que ajudavam já eram cerca de 4000 freiras sendo 610 fundações em 123 países.

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Antes de morrer, a Madre Teresa se reuniu pela última vez com o Papa João Paulo II e depois voltou para Kolkata para passar seus últimos dias com as pessoas próximas a ela. Ela morreu no dia 5 de setembro de 1997, onde foi dado um funeral de Estado pelo governo da Índia.

O Papa João Paulo II dispensou a exigência de espera de cinco anos após a morte de uma pessoa para percorrer o caminho para a santidade e abriu causa de canonização de Madre Teresa menos de dois anos depois de sua morte. #Religião #Comportamento