Muhaydin Mire, de 29 anos, vai ser indiciado por tentativa de assassinato, por ter esfaqueado duas pessoas na estação do metrô de Leytonton, no leste de Londres, no último sábado (05).

O irmão do acusado, Mohamed, disse que comunicou as autoridades sobre os problemas mentais do irmão, devido ao excesso de consumo de drogas. Mire chegou ao Reino Unido da Somália, com 12 anos, e chegou a ficar internado em um hospital psiquiátrico por três meses no ano de 2007, ele foi diagnosticado com paranoia.

Quando saiu do hospital, voltou sua vida normalmente, mas, em agosto do mesmo ano, a paranoia voltou. "Mire ficava ligando e dizia coisas incomuns, falava desordenadamente.

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Dizia coisas sem sentido e passava a noite vendo demônios pela casa", afirmou Mohamed.

A família fez contato com a polícia local, que sempre transferia o problema para os serviços médicos, pois não poderiam ajudar em nada, caso o homem não houvesse machucado alguém ou a si próprio. “Então decidi tirá-lo do país. Liguei para minha mãe, que estava na Somália”, disse o Mohamed.

As vítimas do metrô

As duas pessoas feridas pelo agressor no metrô foi um homem, de 56 anos, que provavelmente vai passar por uma operação, e outro homem, que só teve ferimentos leves. Um funcionário de uma banca de jornal do metrô foi quem chamou a polícia, que chegou ao local logo depois e abordou o agressor, imobilizando-o com uma pistola elétrica “teaser”.

As autoridades identificaram o ato como terrorista, já que foram encontradas no celular de Mire, várias imagens da organização do Estado Islâmico e dos atentados em Paris.

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Se for confirmado que Mire é realmente um “terrorista”, o ato pode ser obra de um destes indivíduos que a polícia classifica de “lobos solitários”. As autoridades manifestam sua preocupação pela possibilidade de que ataques como esses possam se espalhar pelo país.        

Muhaydin Mire ficará sob custódia até essa sexta-feira (11), e deverá comparecer ao tribunal Penal de Old Bailey, no centro de Londres. O nível de ameaça terrorista no Reino Unidos está em “severo”, o segundo de uma escala de cinco, que indica que um atentado é muito provável. #Terrorismo #Ataque #Estado Islâmico