Em entrevista concedida ao jornal espanhol El País nesta semana, Julian Paul Assange - fundador do WikiLeaks - comentou que a maioria das informações da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) são obtidas, principalmente, por meio de uma cooperação com #Google, Facebook e outras empresas de tecnologia.

De acordo com Assange, essa é uma das maneiras mais fáceis de espionar qualquer tipo de cidadão. "A NSA simplesmente crava suas presas nas organizações do Vale do Silício e chupa toda informação", ressaltou.

Transparência

A WikiLeaks continua sendo uma organização sem fins lucrativos, com sede na Suécia e influência global, especialmente por disponibilizar informações secretas hackeadas de governos, empresas e todo tipo de assunto sensível para política internacional.

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O conceito da plataforma também faz parte de uma luta pela transparência das informações de instituições e governos.

Segundo o pai da WikiLeaks, é preciso muita competência para agir com informações sigilosas, caso contrário, sucessões de atividades milionárias feitas com dinheiro público podem fracassar. "O secretismo institucional corrompe. Os incompetentes também adoram o secretismo. As agências nacionais de inteligência são burocráticas, corruptas e incompetentes. Por isso, na troca de golpes, para ver quem tirava Edward Snowden de Hong Kong – seria levado por nós a um local de asilo, ou pela NSA, CIA, ou Departamento de #Justiça dos EUA a uma prisão? – ganhamos”, destaca a inabilidade das agências de inteligência.

Acusação e Nobel

As ações de Julian Assange e sua equipe de colaboradores se notabilizaram pela quantidade de informações sigilosas divulgadas em jornais e na plataforma da WikiLeaks.

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Em 2011, a organização chegou a ser indicada para o Prêmio Nobel da Paz.

Entre os documentos obtidos, é possível encontrar fotos de crimes de guerra, contratos financeiros fraudados de multinacionais e bancos, relatórios de espionagens de diplomatas, chefes de Estado e outros temas que sacudem o mundo, o que causa preocupação de autoridades e instituiu uma "caça" a Julian Assange. Para não ser preso, o fundador da WikiLeaks se refugiou na Embaixada do Equador, em Londres, onde, em breve, deve completar 4 anos de estadia. O ciberativista é acusado de violação sexual. #Internet