"A #Corrupção é como o açúcar", disse Francisco em visita a uma favela no Quênia. Ela tem gosto bom, mas causa efeitos devastadores.

Diante de 1.500 jovens católicos, reunidos na #Igreja de São José, o líder da Igreja defendeu a dignidade humana, criticou a desigualdade social africana e garantiu que o acesso à água potável, à moradia e condições dignas de vida, são direitos humanos. Segundo Francisco, os ricos têm muito a aprender com os pobres, ressaltando os valores da solidariedade e ajuda mútua das comunidade carentes.

As contradições africanas

A visita de Francisco à Africa, iniciada no dia 25, incluiu três países: Quênia, Uganda e República Centro Africana, se encerrando no dia 30 de novembro.

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A visita do Papa em países dominados pela pobreza e pela guerra ressalta as contradições da região. "Não se pode usar a violência em nome de Deus", declarou o Papa. Afirmação que é mais uma parte do esforço papal pela reconciliação, especialmente às vésperas das festividades do #Natal. E "é fundamental que haja diálogo para que mortes em nome de Deus sejam evitadas", recomendação endereçada não apenas para os anfitriões africanos, mas para toda a comunidade internacional. Perante as autoridades africanas, Francisco advertiu ainda acerca dos perigos da marginalização social e da riqueza em mãos de poucos, enquanto a maior parte da população permanece carentes de recursos básicos. Ressalta-se, no caso, que em Nairóbi, capital do Quênia, 67% da população ainda vive em favelas.

O açúcar da corrupção

A lógica do argumento de Francisco expôs, assim, a razão pela qual a "corrupção é como o açúcar".

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Aparentemente, para aqueles que dela fazem uso, ela é um bem, capaz de maximizar lucros e benefícios. No entanto, a longo prazo, empobrece a nação, prejudica sua economia, o povo e os seus recursos. Mensagem dirigida aos quenianos, conhecedores, segundo o argumento, dos efeitos de tal açúcar. O Pontífice, no entanto, assinalou que na Igreja a corrupção também existe e deve ser combatida, advertindo os fiéis a recusarem a doçura aparente, devastadora da sociedade.