A campanha contra o ISIS ganhou um novo impulso nessa quarta-feira (2) quando legisladores britânicos votaram a favor de ataques aéreos contra redutos do grupo extremista ISIS na Síria. Mas o voto não veio sem um longo debate - foram mais de 10 horas. A votação foi de 397 a favor e 223 contra.

Após os ataques terroristas de 13 de novembro em Paris, a França solicitou uma coalizão liderada pelos EUA para a ofensiva militar contra ISIS. O presidente dos EUA Barack Obama disse que saudou a iniciativa do Reino Unido para integrar a coalizão e que iria trabalhar "para integrá-los em nossos planos e tarefas de coalizão o mais rapidamente possível."

O primeiro-ministro David Cameron iniciou o debate dizendo que o ISIS é uma ameaça para o povo britânico, devido, em parte, pelas decapitações de reféns britânicos no Oriente Médio e outras atrocidades.

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"Isto não é sobre se queremos lutar contra o #Terrorismo. É sobre a melhor forma de fazer isso", disse Cameron. Ele afirmou que o Reino Unido enfrenta "uma ameaça fundamental à nossa segurança" e colocou a questão: "Será que nós trabalhamos com nossos aliados para desestruturar e destruir esta ameaça ou vamos sentar e esperar para que eles nos ataquem?"

"Esta é a coisa certa a fazer para manter a Grã-Bretanha segura, para lidar com essa organização do mal e como parte de um processo de trazer a paz e a estabilidade para a Síria", disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Philip Hammond, à imprensa norte americana.

Hammond disse que a campanha militar terá duas fases: ataques aéreos para degradar as capacidades do ISIS e um eventual ataque terrestre. “Os ataques aéreos podem começar imediatamente após a votação”, disse ele.

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Agora que a Grã-Bretanha decidiu expandir ataques aéreos que foram anteriormente realizados apenas no Iraque, o foco está no Parlamento alemão, que também é esperado para aprovar um maior compromisso militar contra o grupo terrorista.

O plano alemão ativaria 1.200 soldados nos esforços anti-ISIS, mas as forças terrestres atuariam em um papel de apoio - não combate direto. E quanto a um apoio aéreo, legisladores alemães também estavam debatendo nesta quarta-feira sobre um compromisso expandido, a implantação de jatos de inteligência de alta tecnologia sobre a Síria e norte do Iraque para ajudar as forças de outros países a localizar alvos.

O Conselho de Ministros, o que representa um país conhecido por sua relutância desde a Segunda Guerra Mundial para se envolver em aventuras militares no estrangeiro, aprovou a missão de apoio militar contra o ISIS na Síria nesta semana. Os parlamentares alemães também devem aprová-lo, com imediato envio de tropas e aeronaves. #Europa #Estado Islâmico