Ao que parece, a Rússia pretende "varrer o #Estado Islâmico do mapa", de uma vez por todas, com quais meios forem necessários. Se os atuais bombardeios e ataques não surtirem efeito, Vladimir Putin ameaçou, como um último recurso, usar armas nucleares para destruir a organização terrorista.

Durante um encontro que foi televisionado durante esta semana, o Ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse, ao lado de Putin, que o seu país realizou o primeiro #Ataque ao Estado Islâmico a partir de um submarino modelo Rostov-on-Don, apelidado de “Black Hole” (“Buraco Negro” em português, em uma referência ao fato de ser difícil de detectá-lo em radares), situado no Mar Mediterrâneo, que destruiu com sucesso alvos terroristas localizados em Raqqa, na Síria, com mísseis de cruzeiro.

Publicidade
Publicidade

Mísseis de longo alcance

Os chamados mísseis de cruzeiro podem ser lançados do mar para atingirem alvos em terra, localizados a grandes distâncias, e geralmente carregam uma ogiva que pode pesar entre 300 e 500 kg. Estes mísseis possuem um alto poder de explosão, e podem transportar, além de explosivos convencionais, cargas nucleares.

Foi justamente esta a ameaça que o presidente russo fez à organização terrorista, caso os atuais esforços para eliminar o Estado Islâmico não surtam o efeito esperado. No encontro televisionado, Putin declarou:

"Temos de analisar tudo o que acontece no campo de batalha, como as armas funcionam. Os Kalibrs (que são os mísseis de cruzeiro disparados do mar) e os KH-101 (mísseis de cruzeiro disparados a partir de caças) provaram ser modernos e altamente eficazes, e agora sabemos, com certeza, que são armas de precisão que podem ser equipadas tanto com ogivas convencionais, quanto com ogivas especiais, que são nucleares”.

Publicidade

O uso de armas nucleares sempre suscita debates e preocupações, e Putin acrescentou, abrandando sua declaração, que um ataque desta natureza aos redutos iraquianos e sírios do Estado Islâmico seria utilizado apenas como um último recurso, se todo o esforço restante falhar, e afirmou: “(Atualmente) nós não precisamos disso na luta contra terroristas, e eu espero nunca precisar”. #Terrorismo