Essa foi uma semana em que o Vaticano anunciou a Santificação de Madre Teresa de Calcutá. A canonização será realizada em setembro do ano que vem e a sua notícia foi recebida com grande entusiasmo por católicos em todo o mundo. No entanto, nas redes sociais, as opiniões não foram unânimes e, algumas pessoas relembraram mesmo a existência de estudos, investigações e entrevistas que denunciam uma Madre Teresa bem diferente daquela que todo o mundo viu ganhar o prêmio Nobel em 1979.

O livro de Christopher Hitchens

O famoso escritor Christopher Hitchens, foi a primeira pessoa a pôr em causa a imagem de Madre Teresa. Em 1994 ainda antes da morte da missionária, eles investigou e escreveu um livro com críticas muito duras para com a sua obra e personalidade.

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Hitchens apelidou-a como uma figura fabricada pelo marketing do Vaticano na luta contra o aborto e revelou várias práticas, que considerou imorais. O livro de Christopher Hitchens deu origem a um filme chamado “Anjo do Inferno”, um documentário a que pode assistir no Youtube.

O estudo da Universidade de Montreal

Em 2013 foi a vez de 3 investigadores da Universidade de Montreal, no Canadá, colocarem em causa a missionária. No relatório final de seu estudo, eles criticaram a recusa da missionária em providenciar apoio clínico ou paliativo aos seus doentes, mas falaram também das suas ligações imorais com ditadores e criticaram a forma dura e imoral como tratava as freiras que com ela trabalhavam.

Nesse mesmo estudo são revelados vários detalhes polêmicos. Os investigadores falaram com médicos que trabalharam diretamente com a freira.

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Os médicos apelidaram as missões da “Santa dos pobres” como “casas para os moribundos” revelando que a maioria das pessoas que eram recebidas naquelas casas não tinha direito a qualquer apoio médico. Naqueles locais, os doentes encontravam apenas um terço para rezar e uma cama onde acabariam por sofrer até chegar o momento da sua morte. Nesse ponto a investigação é clara, o problema nunca foi a falta de dinheiro, os doentes eram tratados assim porque Madre Teresa tinha uma concepção de sofrimento e de morte que, tanto os médicos como os investigadores consideraram como sendo quase sadismo.

No mesmo estudo é ainda destacada a questão do aborto. Na opinião dos investigadores canadenses, a imagem de Madre Teresa de Calcutá foi fabricada por um jornalista da BBC. O jornalista Malcolm Meggeridge era um simpatizante da luta contra o aborto e viu naquela freira a oportunidade perfeita para promover a sua causa na comunicação social. Os investigadores foram ainda mais longe e referiram em seu relatório que a beatificação da missionária foi baseada em várias informações falsas e fantasiosas.

O que acha sobre essas críticas em relação à vida de obra de Madre Teresa de Calcutá? Já as conhecia? Escreva a sua opinião nos comentários. #Igreja #Religião #Comportamento