Um robô que comande e saiba fazer quase tudo, mas que não terá a capacidade de interpretar um simples poema. Não se trata do filme Alphaville, do aclamado cineasta Jean-Luc Godard, mas sim de um futuro breve. Um estudo divulgado na quinta-feira (03/12) pelo "Nomura Research Institute" aponta que no ano de 2030, metade dos empregos no Japão vão ser ocupados por robôs e sistemas de inteligência artificial. Entretanto, atividades abstratas, intuitivas e criativas, como negociar ou elaborações artísticas, vão continuar com os humanos. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, para o instituto japonês Nomura.

De acordo com o relatório, cerca de 600 postos de trabalho japoneses foram analisados.

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O estudo levou em consideração a estimativa de evolução tecnológica de programas de inteligência artificial e dos próprios robôs. Os pesquisadores concluíram que 49% dos diversos empregos no Japão podem ser realizados por máquinas.

Comparado ao Japão, no mesmo ano de 2030, os EUA teriam 47% dos empregos automatizados, já o Reino Unido, tende a 35% de mecanização dos postos de trabalho. Empregos que consistam em montar objetos, manipular pequenos objetos ou realizados em espaços apertados, são os que correm mais risco de serem robotizados. Outros empregos, como por exemplo, os relacionados à limpeza, devem ter 57% das vagas preenchidas por robôs.

Envelhecimento

Empresários e governantes japoneses argumentam que o investimento em robôs e no desenvolvimento da inteligência artificial vai preencher o espaço deixado no mercado de trabalho no futuro, principalmente com o envelhecimento da população local.

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Estima-se que em 2060, 40% terá mais de 65 anos.

Humanos

Apesar da notícia ruim para os trabalhadores, a análise descreve que postos de desenvolvimento criativo, ou que exijam interação humana, dificilmente vão ser automatizados. Outro ponto de equilíbrio do estudo aponta que a evolução do quadro robótico no mercado de trabalho vai depender de fatores sociais e econômicos, o que pode controlar a percentagem de mecanização mundial. #Negócios #Desemprego #Tendências