O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que vai derrotar o Estado Islâmico em seu último ano de governo, em 2016. Além disso, Obama garantiu também que vai se esforçar para conseguir fechar a base prisional de Guantánamo, em Cuba, promessa de sua campanha, ainda para o primeiro mandato (2008-2012), mas que não foi efetivada.

As palavras de Barack Obama foram ditas em uma entrevista coletiva, a última do ano, realizada no sábado, 19, na Casa Branca, em Washington. O líder político estadunidense realizou uma autocrítica do seu governo e, mesmo apresentando pontos mais positivos do que negativos, considerou estes assuntos (EI e Guantánamo) como ainda inacabados.

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Obama x Estado Islâmico

Com relação à luta contra o #Estado Islâmico, a pressão em Barack Obama, oriunda da oposição e da imprensa, se intensificou após os ataques terroristas em Paris, quando 130 pessoas foram assassinadas por membros do EI, em diversos pontos da cidade, como na casa de show ‘Bataclan’, e nas intermediações do ‘Stade de France’, onde estava sendo realizado um amistoso entre as seleções francesa e alemã.

Assim como também, após a morte de 14 pessoas na Califórnia, quando um casal, autodenominado seguidor do referido grupo terrorista, invadiu uma clínica na cidade de San Bernadinho, e atirou contra as pessoas no local.

Ambos os ataques repercutiram em todo o mundo, o que aumentou as críticas da opinião pública quanto à política antiterrorismo, não apenas dos Estados Unidos, mas também de toda a Europa.

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Por conta disso, o presidente estadunidense garantiu que em seu último ano de governo o foco principal será destruir o Estado Islâmico.

Segundo Obama, o EI está perdendo força em territórios antes fortemente dominados pelos jihadistas, como na Síria e no Iraque, e isso é um indício de que os mesmos poderão ser derrotados definitivamente em 2016.

Obama reconheceu que existe a dificuldade de impedir ações individuais de extremistas, como a que ocorreu em San Bernadino, mas disse que o governo já criou um sistema de monitoramento no qual é possível identificar sinais de extremismo em perfis nas redes sociais, sobretudo, em quem tenta obter visto de entrada para o país.

Obama x Guantánamo

Outro assunto inacabado, segundo afirmação do próprio Obama, é com relação ao fechamento de Guantánamo. De acordo com o democrata, a maior dificuldade ocorre pelo fato de que oposicionistas republicanos fecharam um cerco contra a ação no Congresso, onde ela sempre é vetada. Ele disse não descartar a hipótese de usar uma ordem executiva para fechar a base prisional em Cuba.

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Para o cientista político Jorge Gomes, não vai ser fácil para Obama fechar Guantánamo.

“Esta não é uma questão simples. Não é só fechar. É preciso apresentar um programa de ressocialização dos presos, para que estes não fiquem a mercê da criminalidade e do #Terrorismo. O clima de medo dos terroristas já se instalou nos #EUA, e a oposição está batendo nesta tecla, afirmando que fechar Guantánamo é colocar mais terroristas nas ruas. Obama diz exatamente o contrário, afirmando que é a manutenção da prisão que atrai mais jihadistas para atacar o país”, diz Gomes.

“Nesta disputa política, a população fica ainda mais insegura, e tende a apoiar medidas extremas, com medo de novos ataques. Obama terá que saber dialogar com oposição e população, mas 2016 é ano de novas eleições, e é quase certo que os republicanos vão tentar vencer com o discurso de que os democratas falharam na política antiterror. Não vai ser fácil para Obama cumprir com o que prometeu e fechar a prisão cubana”, garante o especialista.