Mais uma cartada é dada no jogo do cenário político e militar, envolvendo Rússia, Turquia e EUA, sobre o conflito armado na Síria e os ataques terroristas do EI - #Estado Islâmico. Na última semana, puderam ser avistados três navios (um de bandeira portuguesa, um outro do Canadá e o último da Espanha) da OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte - no estreito do Bósforo, na Turquia. 

As autoridades turcas e os representantes da OTAN afirmaram que se trata de exercícios e operações de rotina da Aliança Atlântica, previamente programadas. Entretanto, os habitantes da cosmopolita Istambul não enxergam dessa forma a presença dos três navios militares em águas territoriais turcas.

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Vêem sim, a presença das embarcações militares, como um comportamento de defesa ou, até mesmo, de intimidação frente a Rússia. 

Está pairando na atmosfera mundial a ameaça de retaliação russa contra a Turquia, após a derrubada do avião militar SU-24 da Rússia pela força aérea do governo de Ancara em território Sírio. Enfim, os acontecimentos e ações da região nas últimas semanas acabam se transformando em uma enorme colcha de retalhos com implicações globais. 

Um cidadão de Istambul pronunciou-se com as seguintes palavras dias atrás: “Não tenho conhecimento das espécies de equipamento ou armas que a OTAN traz consigo, porém, nós os turcos aguardamos uma possível retaliação da Rússia por termos derrubado o seu avião de combate. Desse modo, os navios irão fazer algo, o que justifica a presença dos mesmos no Bósforo”. 

Já um outro cidadão turco baseou-se em um princípio lógico ao dizer que “como pertencemos a OTAN, qualquer contra-ataque da Rússia contra a Turquia é um ataque direto também a OTAN; enfim, esse auxílio é mais do que necessário”.

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Será que tudo isto não passa de um jogo de coincidências; será que não foi uma provocação deliberada da Turquia para com a Rússia com o suporte dos EUA, devido à presença militar dos russos no país inimigo dos turcos, que é a Síria?

São muitas as hipóteses levantadas pelos observadores internacionais. A OTAN não intenciona permanecer somente com esses três navios na Turquia, mas quer elevar o potencial de defesa dos turcos no Mediterrâneo Oriental, oferecendo ainda mais navios; reforçando a circulação de aviões de guerra e mísseis Patriot norte-americanos instalados na Turquia. A Espanha está sendo o país da OTAN responsável por levar adiante a designação dada pela OTAN. 

Enfim, o estreito do Bósforo, sem dúvida alguma, é o principal caminho marítimo de todo aparato logístico russo em direção a Síria, só que agora há navios da OTAN, que, como mencionado anteriormente, estão fazendo uma “visita de rotina” à Turquia, mas que, de qualquer modo, reforça um profundo mal estar entre o Ocidente e a Rússia. #Europa #Guerra Civil