No último dia 02/12, a norte-americana Tulsi Gabbard, que pertence ao chamado comitê das forças armadas da Câmara dos Representantes dos #EUAdeu um depoimento a uma famosa rede de TV internacional dos Estados Unidos e afirmou categoricamente que o governo de Ancara, Turquia, contribuiu muito mais ao EI- #Estado Islâmico, do que o combateu ao longo dos últimos anos, provocando muitas críticas dentro do seu próprio país. 

Gabbard reitera por algumas vezes na mesma entrevista que “a fronteira escancarada da Turquia com o país dos sírios e também o seu suporte descarado e, por vezes disfarçado (depende tudo dos interesses turcos no momento) aos terroristas do Estado Islâmico e outros grupos de extremistas radicais, somente corroboram que os governantes turcos não estão com os EUA e seus aliados de ocasião.

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A Turquia não está conosco. Os turcos promoveram muito mais o interesse dos EI, do que realmente combatê-lo”. 

A parlamentar continuou disparando a sua metralhadora de acusações que vem de encontro ao que falam muitos especialistas em assuntos internacionais ao afirmar que “a prioridade para a Turquia sempre foi a de pulverizar e jogar fora tudo o que diga respeito ao povo curdo, que é a força mais efetiva nas batalhas contra os terroristas e inclusive os estão vencendo claramente tanto na Síria quanto no Iraque. O 2.º objetivo do governo turco é dar um fim no governo da Síria de Assad, nem que para isto, os turcos tenham que fornecer munições e armamentos para os terroristas representantes dos atentados, ódios e mortes; sendo que alguns desses são: a Al-Qaeda, a Frente al-Nusra e o próprio Estado Islâmico”.  

Os olhos do mundo estão sobre a Turquia mais do que nunca no que diz respeito a veracidade ou não das ações dos turcos no combate aos terroristas islâmicos extremistas, pois não é só Gabbard quem diz que a Turquia e o EI têm uma relação obscura e de interesse mútuo por debaixo dos panos dos bastidores políticos. 

Com a derrubada em 24/11 pela Turquia do avião de combate russo SU-24 no espaço aéreo da Síria, levou o presidente norte-americano, Barack Obama, a instar que a Turquia concentre-se unicamente em atacar o “inimigo comum a todos”, a saber: o Estado Islâmico e que Ancara tem de se esforçar em proteger as suas fronteiras voltadas a Síria, evitando assim, atentados terroristas.

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Alguns dos observadores internacionais citados anteriormente, falam que tudo isto não passa de um verdadeiro teatro dos EUA em desestabilizar a possibilidade dos russos assegurarem a paz no Oriente Médio e Ásia Menor

Russos e turcos vivenciam uma crise bastante acirrada depois de 24/11 quando aconteceu o incidente do avião turco ter abatido a aeronave russa. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez questão de imediatamente vir a público e nomear o ataque turco como “uma punhalada nas costas” do povo russo e de quem defende a liberdade, já que a Turquia tem mais interesse em lutar pelos seus próprios objetivos econômicos e territoriais em comunhão com o EI. Depois do triste ocorrido, Putin decretou novas e severas medidas em caráter de segurança nacional e econômicas contra a Turquia e seu oscilante governo. #Europa