A guerra contra o Estado Islâmico tende a seguir outros rumos, o que pode deixar os terroristas livres para colocar em prática seus planos desumanos e quase surreais. Tudo isso porque as grandes nações que, junto com seus aliados almejam destruir os jihadistas, possuem visões, planos, meios e interesses bem diferentes.

#Vladimir Putin, assim como Barack Obama concordam que o Estado Islâmico precisa ser destruído, entretanto, os dois governantes não conseguem chegar a um acordo sobre as formas de fazer isso. Enquanto Putin é aliado do presidente Sírio Assad, Irã e Iraque, que por sua vez são aliados do grupo xiita Hezbollah na luta contra o Estado Islâmico; por outro Obama se juntou à Turquia, França, Reino Unido e Arábia Saudita para destruir o ISIS e derrubar o governo de Assad, e segundo essa coalizão, não é possível vencer o EI sem acabar com Assad.

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Nesse pontos, nenhuma das nações quer ceder e se a coalizão liderada pelos #EUA insistir nos ataques, a Rússia e seus aliados irão reivindicar, gerando uma nova guerra fria por tempo indeterminado e com consequências bem piores que a primeira. Pouco antes dos ataques em Paris, em novembro, Vladimir Putin havia acusado os EUA de criarem o ISIS.

Após o massacre, o presidente russo deixou um recado bem claro para os Estados Unidos quanto aos bombardeios aéreos no local: "Fique distante do espaço aéreo da Síria". O governo americano não só desrespeitou as regras, como continua realizando ataques aéreos na Síria quase que diariamente, com o argumento de que estão apenas atacando território do EI, mas Putin sabe que o alvo é qualquer parte do território, a fim de acabar com as forças de Assad e outras cidades além de Aleppo já foram atingidas por bombas e mísseis.

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Um dos aliados dos EUA é a Turquia, que derrubou um caça russo no final de novembro e está sofrendo drásticas sanções do governo russo. Para começar, Putin suspendeu a compra de produtos turcos por tempo indeterminado, o que afeta com significativa relevância o mercado financeiro da Turquia.

Após o ocorrido, Vladimir Putin declarou que a Turquia era aliada dos terroristas e que o ato cometido contra um caça que levou a morte cidadãos russos, teria sérias consequências. A OTAN ficou do lado da Turquia e os EUA permanecem a frente da coalizão que pode eclodir uma guerra sangrenta declarada entre as potências e os seus aliados à qualquer momento, o que beneficiaria as ações do Estado Islâmico, que poderiam atuar sem chamar a atenção das pessoas, da mídia e das autoridades dos respectivos países alvo. #Ataque