O reconhecido jornalista e escritor norte-americano James Poulos revelou a uma também famosa revista britânica que o Governo de Pequim, na #China, pretende promover a instalação de uma base militar no continente africano, mais especificamente em Djibuti, o que pode aumentar significativamente as relações dos chineses com a África, o que, por outro lado, pode constituir-se em uma ação que desagrade profundamente o Governo da Casa Branca nos Estados Unidos.

Foram iniciados em 2015, diálogos revestidos do espírito de negociação da China com os líderes governamentais africanos do Djibuti, visando estabelecer um ponto central de operações de cunho logístico e também um campo para pouso de aeronaves no território da nação africana conhecida como o “chifre da África”, devido ao seu contorno geográfico, estando situada na parte leste do golfo de Áden. 

Vale destacar, que os norte-americanos igualmente detém instalações de raízes militares em Djibuti e imediatamente, como se tivessem a primazia nessa relação, trataram de manifestar o desconforto com o crescimento do poder de influência da China naquela parte do mundo.

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Não é a toa, que literalmente James Poulos disse que “graças aos diferentes desafios e prioridades das 2 potências, a intervenção africana está se configurando como uma festa para a China e uma penúria para os #EUA", traduzindo claramente o conflito de interesses e antagonismos que podem estar vindo pela frente entre os EUA e a China. 

Djibuti é bastante favorecido no que diz respeito a sua localização no globo, pois é banhado pelo histórico mar Vermelho, e a estabilidade política da nação africana, é algo muito cobiçado e um fator estratégico decisivo tanto para o Governo de Pequim como para a sede do poder dos EUA em Washington. Entretanto, tudo indica que os chineses usarão a força do dinheiro, ao menos, neste momento, no sentido de investir não só em Djibouti, mas em todo o continente da África.

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 Por outro lado, os americanos fazem a utilização de suas bases africanas como ponta de lança na coordenação de ações com drones para vários fins.

Falando de modo resumido, é como se a China obtivesse com a África, um celeiro não só para investimento de dinheiro em espécie, mas uma fonte inesgotável de trabalho e terra, o que pode favorecer e muito todo um crescimento econômico que pode ser controlado e sustentado. 

Em dezembro de 2015 na cidade de Johanesburgo, África do Sul, se realizou o Fórum de Cooperação China-África. Na ocasião Pequim assegurou um investimento na casa de 60 bilhões de dólares em toda a África, basicamente como créditos para a exportação e empréstimos. Valor este que não pode ser desconsiderado, ainda mais em um continente tão carente de qualidade de vida para o seu povo. 

O Council of Foreign Relations (Conselho de Relações Exteriores), que é uma entidade estabelecida em Nova York, pronunciou-se afirmando que a diplomacia norte-americana na África através do projeto Power Africa, está simplesmente mancando e os empresários americanos não tiveram o aproveitamento suficiente da oportunidade de estar ali, ou seja, conclui-se que os chineses estão se mostrando mais desenvoltos e sutis em fazer #Negócios na África do que o governo federal americano.

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