Em 15/01, conforme fuso horário do Brasil e já 16/01 na Coréia do Norte, a sede do Governo instalada na capital daquele país, Pyongyang, fez a absoluta questão de anunciar que existe uma possibilidade concreta de poder interromper os seus testes com ogivas nucleares, mas para isto deixa claro a necessidade de que os #EUA cumpram uma exigência primordial, a saber: que os norte-americanos interrompam os seus testes nucleares, assinado na seqüência um acordo de paz sem precedentes na relação dos dois países e que também, Washington, pare imediatamente os exercícios militares que faz regularmente com a Coréia do Sul.

Parece que repentinamente, as pessoas estão à volta de buscar verdadeira paz e segurança para elas mesmas e para os seus países.

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Tanto é assim, que um determinado funcionário atuante na chancelaria da Coréia do Norte e que foi lembrado pela agência estatal de notícias, a KCNA, falou que na atual conjuntura político-militar da região, ficam válidos todos os lances que visem assegurar a paz e o equilíbrio na península coreana e também no nordeste da Ásia.

 

Essa proposta do representante norte-coreano é inclusive válida no que diz respeito a se cessar os testes nucleares da própria Coréia do Norte, caso os Estados Unidos parem na mesma proporção os exercícios militares que realizam com a nação rival dos norte-coreanos, que é a Coréia do Sul. 

O Governo de Pyongyang vem insistindo vez após vez na assinatura de um armistício ou de um próprio acordo que leve a paz junto a Washington. Nesse acordo entre as duas nações estariam incluídos principalmente o fim das diversas sanções impostas à Coréia do Norte por parte da ONU e o cessar das práticas militares dos Estados Unidos, especificamente na Coréia do Sul, onde existem aproximadamente 30.000 militares norte-americanos sediados. 

No começo do mês de janeiro, aconteceu com sucesso a explosão “manipulada” da 1.ª bomba H – hidrogênio conforme testemunho das autoridades norte-coreanas.

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Muitos especialistas e observadores internacionais, assim como, Roberto Colin, que é o embaixador do Brasil na Coréia do Norte, afirmam com elevada dose de credibilidade, que o principal objetivo do teste nuclear norte-coreano foi o de forçar os Estados Unidos às negociações bilaterais e dizer ao mundo que Pyongyang possui a estrutura necessária para se defender em caso de um ataque externo.

O raciocínio estratégico dos entendidos sobre as ações políticas e militares naquela parte do mundo faz certo sentido, todavia, por outro lado, fica a pergunta: os governantes conseguirão garantir paz e segurança por meio de demonstrações mútuas de poder e armamentos pesados? #História #Crise