A Rússia esclareceu em 31/12/2015 que a OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte é um dos maiores perigos para a segurança nacional russa, principalmente, devido a política de expansionismo geográfico da mesma. Vladimir Putin, o presidente russo, fez questão de reforçar, que por Moscou direcionar a sua política de relacionamento e atuação, tanto interna quanto externamente, de modo independente aos #EUA, acaba ocasionando a oposição ferrenha desse último e de seus aliados, os quais querem sempre a supremacia total nos assuntos de esfera global. 

Por outro lado, a mídia do Ocidente chama essa interpretação de Putin de “paranóia russa”.

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Tanto é assim, que os oficiais da OTAN repetem o velho discurso de que desde a queda do muro de Berlim, a aliança só promoveu o equilíbrio e o progresso no continente europeu. 

Paranoia ou não esse imbróglio de posturas e opiniões pode levar a Rússia a fazer um pacto, por exemplo, com a #China. Já que os mesmos russos dizem que essas declarações da aliança ocidental são um disfarce forçado dos EUA de se beneficiar da OTAN como um instrumento político-militar para continuar tendo influência na #Europa. Pode ser coincidência, mas a OTAN saiu do somatório de 12 países membros para 16 nações nos meados de 1980, sendo que hoje tem exatamente 28 países filiados a organização.

Os russos por sua vez participam da OTSC - Organização do Tratado de Segurança Coletiva, que também é uma aliança militar, mas deixou de ter 3 integrantes nos últimos anos e possui hoje, exatos 5 novos países oriundos das ex-repúblicas soviéticas.

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Então qual o real motivo da aliança ocidental ter de continuar a sua marcha progressiva, uma vez que a Rússia saiu com suas tropas da ex-Alemanha Oriental e alguns países do leste da Europa; houve o fim do Pacto de Varsóvia; a vitória em Moscou do governo a favor do ocidente de Boris Ieltsin e também a diminuição dos gastos de caráter militar da Rússia em mais de 10 vezes no que precedeu o crescimento da aliança em 1999?

Por mais incrível que possa parecer, foi a Stratfor, que é um grupo de pesquisa ligado diretamente à CIA, que forneceu respostas concretas por meio de um relatório a esse questionamento. A empresa fez questão de afirmar que é necessário geopoliticamente falando, que os EUA freiem o aparecimento de nações hegemônicas na região da Eurásia, as quais podem funcionar como uma séria ameaça a toda aliança ocidental. Daí a OTAN tem de continuar a avançar.

O objetivo norte-americano parece ser o de gerir o crescimento das nações mais fortes na Eurásia, mantendo sua influência total no planeta por artifícios bélicos, o que prejudica a relação dos EUA com nações como a China e a Rússia.

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Desse modo, a conclusão que alguns especialistas internacionais chegam é de que o movimento expansionista da OTAN e as ameaças militares, mesmo que veladas, por parte dos americanos, obrigam que a China e a Rússia se unam cada vez mais para fazer frente a evolução da aliança ocidental, formando assim, uma nova aliança no mundo.

A Realpolitik (diplomacia calcada em ações práticas para o prejuízo de noções no campo da ideologia) fala que para toda e qualquer ação há reação recíproca e antagônica muitas vezes. O Ocidente tenta confinar a Rússia aos extremos da Eurásia e o tiro pode sair pela culatra, na medida em que esse propósito só faça estruturar ainda mais uma nova união de várias facetas e implicações russo-chinesas sem a participação, é óbvio, da OTAN.