Jasmine Lapsley tinha apenas seis anos quando se engasgou com uma uva, acabando por morrer sufocada. Os pais chamaram a emergência de imediato mas a ambulância tardou mais de trinta minutos. Os paramédicos ainda levaram a menina para o hospital mas já foi tarde demais para salvarem sua vida. Agora, os pais de Jasmine estão culpando a demora da assistência em um caso que está chocando o país de Gales. 

Começou nesta terça-feira, dia 5 de janeiro, o inquérito que poderá levar a julgamento. E os seus pais Robert e Kathleen Lapsley estiveram revivendo a experiência, quando tiveram que recordar tudo que aconteceu no dia em que perderam sua filha.

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E, se é certo que não tem como evitar estas tragédias, de uma criança (ou até um adulto) se engasgar, os pais estão culpando a demora na chegada da ambulância e dos socorristas que poderiam ter ajudado.

Como a menina se sufocou 

De acordo com os pais de Jasmine, a criança estava brincando e comendo uvas. Ninguém viu ela colocar a uva na boca, mas os pais quando viram ela aflita, sabiam que só podia ser por causa da uva. Contataram a emergência rapidamente e tentaram manobras para salvar a menina. O pai Robert conta que deu vários tapas nas costas da menina, tentando que a uva descolasse e descesse. Segundo o que o pai contou no inquérito desta terça-feira, o corpo da menina "começou endurecendo" rapidamente e ele levou a criança para o exterior, continuando com a tentativa de salvamento no jardim. 

A ambulância teria demorado uns trinta minutos. Os paramédicos teriam começado logo a tentativa de salvamento e levaram a criança para o hospital, onde Jasmine morreria pouco depois. 

Pedido de desculpas à família

O Serviço de Ambulância galês NHS Trust está investigando o que fracassou nessa emergência e endereçaram um pedido de "sinceras desculpas" para a #Família, noticiou o Daily Mail.

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Também o Governo galês teria pedido explicações para o serviço de ambulâncias e vai exigir o apuramento de responsabilidades. 

Após a notícia mais dura, os pais não tiveram qualquer apoio e Robert foi dirigindo para casa, após a filha morrer. No inquérito, o médico legista perguntou para Robert se nenhum policial se ofereceu para levá-los para casa, mas o homem respondeu negativamente. 

"Temos que viver com isso agora para o resto de nossas vidas. Ela sempre foi o que nós queríamos. Ela não está mais aqui", contou a mãe Kathleen, ainda muito emocionada. 

Após o primeiro dia de inquérito, o médico legista se pronunciou dizendo que falta apurar se poderia ter sido feito alguma coisa que evitasse a morte de Jasmine. O inquérito vai continuar por mais duas semanas. #Europa #sistema de saúde