Em 28 de janeiro de 1986, aconteceu um dos maiores desastres do programa aeroespacial dos Estados Unidos. A missão STS-51-L, do ônibus Espacial Challenger, começou com o atraso de alguns dias, e teve seu lançamento adiado por 6 vezes, ora devido a condições climáticas desfavoráveis, ora devido a problemas técnicos.

Levando 7 tripulantes à bordo, e sendo transmitida ao vivo, a missão estava cercada de expectativas, pois aquela seria a primeira nave espacial a contar com uma mulher e que não era astronauta – no caso, a professora Sharon Christa Corrigan McAuliffe.

Christa McAuliffe, como era mais conhecida, lecionava Estudos Sociais e História Americana, na escola Concord High School, em New Hampshire, e foi escolhida pela NASA entre 11 mil professores americanos para participar do projeto “Um Professor no Espaço”, no qual ministraria aulas, a partir da nave, em órbita da Terra.

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Assim como todos os astronautas convencionais, Christa também tinha uma suplente pronta para substituí-la, caso não fosse possível para ela partir na missão, chamada Barbara Morgan. Por causa de seu carisma, a professora-astronauta atraiu uma atenção muito grande da mídia, e causou uma enorme comoção no mundo todo, por causa da tragédia ocorrida com o ônibus espacial.

Além de Christa, os outros tripulantes do Challenger eram: Judith Resnik, Ronald McNair, Ellison Onizuka, Francis Scobee, Gregory Jarvis, e Michael Smith.

73 segundos

Na fatídica data do lançamento, o céu estava azul no Cabo Canaveral, situado na Flórida. Assim que se deu o término da contagem regressiva, a nave finalmente decolou rumo ao espaço, às 11:39h da manhã, hora local. Parecia que tudo estava certo, e que aquela seria mais uma missão bem-sucedida.

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Então, apenas 73 segundos após a decolagem, o Challenger explodiu, deixando todos os que assistiam, tanto pela TV, quanto no local do lançamento, totalmente perplexos.

Assim que os pedaços da nave caíram no oceano, equipes foram enviadas para tentar um possível resgate de sobreviventes, mas sem qualquer sucesso. Os corpos dos astronautas foram encontrados somente 10 semanas após o #Acidente, e estavam praticamente irreconhecíveis. Até hoje não se sabe ao certo qual foi o exato momento em que a tripulação morreu, mas sabe-se que todos sobreviveram à explosão inicial. O problema é que o ônibus espacial não possuía qualquer sistema de escape, como por exemplo, ejeção da cabine de comando ou paraquedas. O impacto contra a superfície do oceano foi tão grande, que pode ter sido está à causa das mortes dos astronautas.

Após uma intensa investigação, descobriu-se que a causa inicial da explosão foi o rompimento de um anel de vedação, chamado O-ring, pertencente ao foguete de combustível sólido, que ficava do lado direito da nave.

Assista a este pequeno documentário, que mostra a tragédia do Challenger:

#Curiosidades #EUA