Durante o sábado (02), foram executadas 47 pessoas em algumas províncias da Arábia Saudita por fazerem parte de grupos terroristas e cometerem atentados no reino. Entre as pessoas condenadas estavam incluídos jihadistas sunitas da Al-Qaeda e o proeminente clérigo xiita Nimr Baqir al-Nimr. De acordo com o Ministério do Interior, a maioria dos condenados tinham nacionalidade saudita, menos um egípcio e um chadiano. Os 45 sauditas, um egípcio, e um chadiano, foram executados em 12 cidades do reino.

Segundo a France Presse, o Irã, autoridade xiita cujas ligações com a Arábia Saudita são tensas, na mesma hora reagiu ás condenações, afirmando que Riad pagará “um preço alto” pela morte do xeque Nimr al-Nimr.

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De acordo com a Reuters, o governo saudita convocou um diplomata saudita para protestar contra a morte do clérigo Nimr al-Nimr. O governo também apoia movimentos terroristas e extremistas, da mesma forma que defende a utilização de linguagens repressivas e a pena de morte contra seus próprios concorrentes.

Entre as acusações feitas contra os executados estão, assassinato, sequestro, fabricação de explosivos, posse de armas, e também a adoção e promoção da ideologia “takfiri” (termo usado para se referir a grupos radicais sunitas). Entre 2004 e 2005, houveram ataques nos complexos residenciais de Riad e nas sedes de empresas petrolíferas nas proximidades de Al Jabar, onde ocorreram várias mortes, envolvendo o grupo que fora condenado. Houveram também atentados contra o Ministério do Interior e contra as sedes da Força de Emergência em 2005, e no ano de 2014, onde aconteceu o atentado contra o consulado americano em Jidá, onde houveram quatro mortes.

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O clérigo Nimr, de 56 anos, crítico ferrenho da dinastia sunita Al-Saud, foi preso no mês de julho em 2012, por apoiar a desordem contra as autoridades sauditas que explodiram na província de AlQaitif, no leste do país, em fevereiro de 2011. Com a execução do xeque, alguns xiitas poderiam contestar contra a morte do clérigo, afirmou o líder religioso, Mohammed al-Nimr. #Terrorismo