Pelo menos 40 pessoas, incluindo 17 crianças, morreram depois de seus barcos afundarem perto de duas ilhas gregas. Esse número de mortes de migrantes e refugiados no Mediterrâneo foi o mais mortal registrado. As mortes ocorreram próximas a duas pequenas ilhas no Mar Egeu oriental. O maior número de mortes ocorreu quando um veleiro de madeira afundou. A guarda costeira encontrou 34 corpos e resgatou 26 pessoas. O número de pessoas desaparecidas não é conhecido, embora seja estimado que entre 70 e 100 pessoas estivessem a bordo.

Horas antes, um barco de madeira transportava mais de 50 pessoas e afundou depois de bater em uma área rochosa, ao norte da ilha de Kalolymnos. Quarenta pessoas chegaram à costa, uma menina foi resgatada no mar, mas seis crianças e uma mulher morreram.

Publicidade
Publicidade

Apesar do Inverno, os refugiados - muitos da Síria - ainda estão fazendo a viagem perigosa da Turquia em barcos frágeis todos os dias. De acordo com a Organização Internacional para as Migrações as mortes registradas no Mediterrâneo, nesse ano, chegam a pelo menos 113, mais do que em janeiro de 2014 e janeiro 2015 combinados, quando 94 mortes foram registradas - 12 em janeiro 2014 e 82 no ano passado. 

A OIM disse que as últimas mortes fazem janeiro deste ano o mais mortífero na história. Os números de pessoas que chegam na Itália e na Grécia por mar até agora ultrapassam os no mesmo período do ano passado. Os óbitos registrados nas águas entre a Turquia e a Grécia trazem para 900 o número de homens, mulheres e crianças que morreram na rota leste do Mediterrâneo desde o início de 2015, de acordo com a OIM. A Grécia é a principal porta de entrada para a União Europeia para as pessoas que fogem da guerra e da pobreza. Mais de 800.000 entraram na Grécia no ano passado, principalmente usando barcos frágeis para chegar às ilhas gregas.

Publicidade

Com a UE lutando para lidar com o número de refugiados, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse em uma entrevista que a Europa não pode receber todos os refugiados das guerras sem colocar o conceito de Europa em grave perigo. Além disso, Valls disse que a Europa precisa tomar medidas urgentes para controlar as suas fronteiras externas. #Estado Islâmico #Crise econômica #Crise migratória