Claramente consternado e visivelmente emocionado, o Presidente Barack Obama foi obrigado a usar de seus poderes como presidente para tomar medidas frente à situação de #Violência que se vive nos #EUA. Mesmo contrariando o Congresso, Obama anunciará mediadas para diminuir a violência no pais, que na ultima década atingiu números assustadores, entre massacres por fanáticos, franco atiradores, latrocínios, suicídios, acidentes com mortes por arma de fogo, etc.

Um número assustador de mais de 4 milhões de vítimas na última década, entre elas cerca de 20 mil crianças e outros 20 mil que cometeram suicídio, com uma média anual de mais 30 mil mortes por armas de fogo, a maioria vendidas legalmente dentro do país.

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É brasileira uma das vítimas mais recentes.

Com lágrimas nos olhos e declarações duras, se dirigindo ao congresso, que segundo Obama se demora a tomar atitudes, ele dispara: “Se uma criança não consegue abrir uma garrafa que tem uma tampa de segurança, temos de conseguir assegurar que não consegue disparar uma arma.”

O Presidente dos Estados Unidos teve que usar dos poderes a ele conferidos como presidente, para anunciar a intervenção e endurecer mais os procedimentos para o comércio de armas no país.

Em seu discurso, que antecipou o anúncio das medidas que pretende tomar, Obama criticou o Congresso e solicitou o apoio irrestrito de todos, para que se possa "avançar no processo" de controle de uso de armas no país. Numa declaração dura, manda um recado claro aos congressistas “Não estamos aqui para discutir o último massacre, mas para tentar evitar o próximo”, e em meio a lágrimas, o presidente Obama volta a se emocionar pela lembrança da morte das crianças de Sandy Hook.

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Medidas a serem tomadas

A fim de ter melhor controle das vendas e dos vendedores legais, a primeira medidas obriga a “todos os envolvidos nos negócios” de armas a regulamentarem seus cadastros e licenças, colocando-os devidamente em dia, além de "sugerir" aos comerciantes uma investigação mais minuciosa dos antecedentes dos pretensos compradores. Obama afirmou que “Se alguém passar na análise dos antecedentes, pode comprar uma arma”, e em resumo, comentou que não será desrespeitada a segunda emenda da Constituição dos EUA que se refere à liberdade de posse de armas de fogo.

Obama ressaltou que é preciso garantir que nenhuma transação passe sem o controle do governo em quaisquer circunstâncias, citando feiras, vendas on-line e até o comércio informal. Obama também adiantou que pretende modernizar o sistema que controla os antecedentes dos compradores, para torná-lo “mais moderno e eficiente”.

Obama anunciou também mais fiscalização para o cumprimento das leis já existentes, para evitar que as armas vendidas caiam em mãos de pessoas incapacitadas para possuí-las.

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O presidente também declarou e sugeriu que os fabricantes modernizem os sistemas de proteção contra acidentes, visando principalmente dificultar o uso por crianças, declarando “Se uma criança não consegue abrir uma garrafa que tem uma tampa de segurança, temos de conseguir assegurar que não consegue disparar uma arma.”

Em conferência de imprensa

Em declaração nesta mesma terça feira (5), mostrando já estar farto da imobilidade do Congresso em relação a gravidade do assunto, Obama foi direto: “O Congresso [dos EUA] tornou-se refém do lóbi das armas, o mesmo não pode acontecer com o povo americano” ,deixando claras suas intenções, “Aurora, Newtown, San Bernardino… Já chega!”

Fazendo referência direta à oposição do Congresso, ele dispara, dizendo que os Estados Unidos estão "dominados pelas câmaras de oposição republicanas", que se opõem a qualquer medida que viole a Constituição: "O congresso chegou ao cúmulo de bloquear uma norma que impediria indivíduos suspeitos de terrorismo de comprar armas nos EUA”, disse Obama, que disse ainda que esse "bloqueio político" impede uma reforma estrutural que acabe com a violência."